As 32 marcas com maior engajamento nas redes sociais
- Amper Energia Humana

- há 9 horas
- 8 min de leitura

Existe um tipo de “engajamento” que não aparece em planilha de vaidade: atenção real, sustentada, recorrente — aquela que vira conversa, preferência e, por fim, compra.
Foi essa lógica que guiou o levantamento divulgado pela Winnin e publicado pelo propmark sobre as 32 marcas com maior engajamento nas redes sociais em 2025, usando a métrica proprietária Share of Attention. A seleção cruza formatos (UGC, conteúdo da marca e influenciadores), analisa múltiplas plataformas (como YouTube, Instagram, Facebook e Twitch) e avalia não só volume, mas também qualidade de atenção (interações positivas e neutras), ajustando por variáveis como plataforma, contexto e categoria. (propmark)
Se você lidera marketing, isso importa por um motivo simples: engajamento virou proxy de relevância cultural. E relevância cultural hoje decide CPM, CTR, distribuição orgânica, eficiência de creator economy e até a velocidade com que uma marca “vira escolha padrão” na cabeça do consumidor.
A seguir, você vai encontrar:
O ranking completo (32 marcas) organizado por categoria
O que é o Share of Attention e por que essa métrica é mais útil do que “taxa de engajamento” isolada
Um playbook prático para sua marca capturar mais atenção (sem depender só de mídia paga)
Checklist para transformar benchmarking em plano de ação
O que a Winnin mede (em linguagem de negócio, não de plataforma)
O levantamento publicado pelo propmark descreve o Share of Attention como uma métrica que cruza visualizações, engajamento e volume de conteúdo para estimar o “espaço” que cada marca ocupa na atenção do público digital. (propmark)
Na prática, isso resolve três problemas comuns do benchmarking de redes sociais:
Comparação justa entre categorias e formatosUma marca pode ter muitos posts e pouca atenção. Outra pode ter poucos conteúdos e dominar conversas por semanas. Se você olha só para “interações por post”, perde o contexto.
Separação entre alcance e impactoVisualização não é atenção. Atenção envolve permanência, reação e repetição — e esse tipo de consumo aparece melhor quando você combina sinais (views + engajamento + volume) em vez de tratar tudo isolado.
Leitura mais próxima de “relevância cultural”A metodologia citada pelo propmark considera sinais positivos e neutros, e inclui UGC e creators, não apenas posts do perfil oficial. (propmark)Ou seja: mede o que as pessoas realmente consomem e repercutem.
Se você quer aprofundar o conceito de engajamento (e evitar métricas que enganam), vale comparar com conteúdos de base sobre o que é engajamento no Instagram e como ele se traduz em resultado (há um bom ponto de partida no próprio blog da Amper em “Contas com engajamento no Instagram: o que significa e como gerar resultados”). (Amper)
Ranking: as 32 marcas com maior engajamento nas redes sociais em 2025 (por categoria)
A publicação do propmark apresenta 16 categorias, com 2 destaques por categoria:
Vencedora (maior engajamento/atenção na categoria)
Vencedora em Share of Attention (destaque específico no indicador) (propmark)

Abaixo, organizei em um formato fácil de copiar para um slide, board ou doc de benchmarking.
1) Haircare
Vencedora: Salon Line
Vencedora em Share of Attention: Pantene (propmark)
2) Iogurtes e bebidas lácteas
Vencedora: YoPRO
Vencedora em Share of Attention: Vigor (propmark)
3) Chocolates
Vencedora: Nestlé
Vencedora em Share of Attention: Lindt (propmark)
4) Cervejas
Vencedora: Brahma
Vencedora em Share of Attention: Budweiser (propmark)
5) Vitaminas, minerais e suplementos
Vencedora: Centrum
Vencedora em Share of Attention: Centrum (propmark)
6) Carros
Vencedora: Fiat
Vencedora em Share of Attention: Chevrolet (propmark)
7) Serviços financeiros
Vencedora: Bradesco
Vencedora em Share of Attention: Nubank (propmark)
8) Marketplaces
Vencedora: Shoppe
Vencedora em Share of Attention: Mercado Livre (propmark)
9) Skincare
Vencedora: La Roche-Posay
Vencedora em Share of Attention: L’Oréal Paris (propmark)
10) Perfumes
Vencedora: O Boticário
Vencedora em Share of Attention: Wepink (propmark)
11) Maquiagem
Vencedora: O Boticário
Vencedora em Share of Attention: Avon (propmark)
12) Fraldas e cuidados para bebês
Vencedora: Pampers
Vencedora em Share of Attention: Bepantol Baby (propmark)
13) Food delivery
Vencedora: iFood
Vencedora em Share of Attention: 99Food (propmark)
14) Bebidas não alcoólicas
Vencedora: Coca-Cola
Vencedora em Share of Attention: Nescafé (propmark)
15) Limpeza doméstica
Vencedora: Cif
Vencedora em Share of Attention: Ypê (propmark)
16) Fabric care (cuidados com roupas)
Vencedora: Comfort
Vencedora em Share of Attention: Downy (propmark)
O que esse ranking sinaliza (tendências que valem mais do que “curtidas”)
Um ranking como esse não é só uma lista de vencedores. Ele é um raio-X de comportamento: o que a audiência está disposta a consumir, repetir, comentar e transformar em identidade.
Aqui vão 6 leituras estratégicas (que você pode usar em reunião com liderança):
1) A atenção é multicanal — e vídeo virou idioma padrão
O estudo considera consumo de vídeo em múltiplos canais, como YouTube e Twitch, além de redes sociais tradicionais. (propmark)Isso reforça o que muitas marcas já sentem na prática: o jogo não é “postar no Instagram”; é distribuir narrativas em ecossistemas diferentes — e adaptar o formato ao canal.
2) UGC não é “extra”; é infraestrutura de influência
Ao incluir conteúdos feitos por usuários (UGC) junto de conteúdo da marca e creators, o ranking mostra uma verdade difícil:o perfil oficial é só um dos palcos. (propmark)
Marcas que escalam atenção aprendem a operar em três camadas:
Owned (perfil da marca)
Paid creators (parcerias e campanhas com influenciadores)
Earned/UGC (usuários defendendo, remixando, reagindo, testando)
Se você quiser material de base para estruturar essa dinâmica, é útil revisar práticas de marketing em redes sociais com foco em crescimento consistente e não só em viralização (há um post da Amper sobre melhores práticas que pode ajudar a alinhar times). (Amper)
3) “Share of Attention” é a ponte entre cultura e performance
O propmark descreve que não há jurados: a seleção é feita por dados reais, e a Winnin ainda premia marcas que mais cresceram no Share of Attention, mesmo que não sejam “primeiro lugar” absoluto. (propmark)Isso é importante porque desloca o debate de “quem é mais famosa” para “quem está ganhando tração”.
4) O ranking mistura FMCG, beauty, finance e auto — e isso é um alerta
Quando beleza, alimentos e bancos aparecem lado a lado, não é “mistura de categorias”.É porque todas estão competindo pelo mesmo recurso escasso: tempo de tela.
Para C-levels, a implicação é direta: mídia social virou canal de construção de marca com efeito no funil inteiro, não apenas awareness. (Esse é um dos motivos pelos quais relatórios de tendências sociais seguem reforçando adaptação rápida e formatos nativos como vantagem competitiva.) (HubSpot)
5) Engajamento não é só “taxa”; é frequência de presença
Como o Share of Attention combina volume de conteúdo com views e engajamento, ele tende a premiar também a capacidade de sustentar presença — sem saturar. (propmark)Ou seja: não basta ter um hit. Você precisa de cadência + repertório.
6) O que parece “conteúdo” é, na verdade, estratégia de produto e comunidade
Marcas que dominam atenção geralmente têm uma (ou mais) dessas vantagens:
Produto com ritual (skincare, haircare, suplementos)
Produto com “momento social” (cerveja, delivery)
Produto com conversa recorrente (serviços financeiros, marketplaces)
Isso facilita narrativas seriadas, desafios, tutoriais, comparativos, reviews — e acelera UGC.
Como transformar esse ranking em plano de ação (playbook Amper de Share of Attention)
A maioria das marcas usa ranking assim para “se inspirar”. O problema é que inspiração não vira meta, nem vira execução.
Aqui vai um método simples, em 5 movimentos, para transformar benchmarking em crescimento.
Movimento 1 — Faça o diagnóstico certo (o que você mede muda o que você faz)
Antes de copiar formatos, faça estas 3 perguntas:
Onde sua marca está perdendo atenção: no gancho, no tempo de permanência, ou na conversão para interação?
Sua cadência é consistente o suficiente para criar memória?
O que hoje gera UGC: produto, preço, experiência, creator ou comunidade?
Dica prática: se o seu time ainda está preso à “taxa de engajamento” sem contexto, revise os fundamentos e padronize definição e cálculo (a Amper tem conteúdos sobre taxa e índice de engajamento no Instagram que ajudam a alinhar vocabulário interno). (Amper)
Movimento 2 — Modele o “mapa de atenção” do seu segmento
Use as 16 categorias do ranking como referência de desenho, mesmo que seu setor seja outro.
Monte um quadro com:
3 formatos que mais geram retenção
3 formatos que mais geram compartilhamento
3 temas que mais geram comentário
3 creators/tribos que mais geram confiança
Isso ajuda a separar: “conteúdo bonito” vs “conteúdo que movimenta”.
Movimento 3 — Construa uma máquina de conteúdo em 3 camadas (Owned + Creator + UGC)
Uma estrutura que costuma funcionar bem para marcas que querem crescer atenção:
Camada A: Conteúdo de marca (Owned)
Objetivo: estabelecer narrativa, identidade visual/sonora, pilares editoriais e prova.
Séries (não posts isolados)
Pautas recorrentes
Provas rápidas (antes/depois, comparativos, bastidores, “como é feito”)
Camada B: Conteúdo com creators (Paid/Partner)
Objetivo: emprestar contexto cultural e acelerar distribuição.
Briefings com liberdade criativa (sem engessar)
Conteúdo nativo por plataforma
Parcerias longas (sazonais e seriadas) > ações pontuais
Camada C: UGC (Earned)
Objetivo: virar “marca que o público usa para se expressar”.
Programas de incentivo (sem forçar)
Repost inteligente (curadoria)
Desafios e formatos replicáveis
Esse modelo conversa diretamente com a metodologia descrita pelo propmark, que cruza UGC, conteúdo da marca e influenciadores. (propmark)
Movimento 4 — Otimize para “atenção de qualidade”, não só para alcance
Alcance compra. Atenção se conquista.
Três ajustes simples que costumam aumentar qualidade:
Trocar “headline bonita” por gancho específico (dor, desejo ou curiosidade)
Estruturar vídeos com pontos de virada (mudanças a cada 2–4 segundos nos primeiros 10–15s)
Pedir interação do jeito certo: não “comente aqui”, mas comente com um critério (“qual desses 3 você faria?”, “qual etapa você pula?”, “qual mito você já acreditou?”)
Se quiser aprofundar: práticas de escaneabilidade e estrutura de conteúdo (mesmo para blog) também ajudam a pensar conteúdo social mais claro e estruturado — o princípio é o mesmo (clareza e hierarquia). (Amper)
Movimento 5 — Crie um KPI que a liderança respeite (e que não mate a criatividade)
Uma sugestão para C-levels:
KPI 1 (Atenção): tempo de permanência / retenção por formato
KPI 2 (Reação): comentários e compartilhamentos por 1.000 views
KPI 3 (Efeito marca): buscas pela marca + menções (por campanha/série)
KPI 4 (Efeito negócio): tráfego qualificado / conversões assistidas
O ponto é: atenção vira ativo quando você consegue conectar a dinâmica social com um efeito de marca e uma métrica de negócio.
Checklist: como usar o ranking das 32 marcas para melhorar seu engajamento em 30 dias
Semana 1 — Benchmarking inteligente
Mapear 10 conteúdos “top” de 3 marcas da sua categoria + 3 marcas fora da sua categoria
Identificar ganchos recorrentes (dor/desejo/curiosidade)
Identificar formatos replicáveis (série, quadro, desafio)
Semana 2 — Protótipos rápidos
Criar 6 variações de formato (2 por objetivo: retenção, compartilhamento, comentário)
Testar em 2 canais principais (onde sua audiência já responde melhor)
Coletar sinais: retenção, salvamentos, comentários, DMs
Semana 3 — Creator + comunidade
Selecionar 5 creators com fit cultural (não só alcance)
Rodar 1 piloto de série (3 episódios) com creator
Abrir pauta para UGC: “remix”, “dueto”, “resposta”, “teste”
Semana 4 — Escala com governança
Transformar os 2 melhores protótipos em “quadros fixos”
Criar banco de criativos (20 ganchos + 10 roteiros)
Definir rituais: review semanal e retro mensal (o que parar, manter, dobrar)
Se você quiser operacionalizar isso com mais consistência, uma boa prática é ter um outline/estrutura antes de produzir (mesmo para social). A ideia de “esqueleto” reduz retrabalho e aumenta consistência criativa. (Amper)
Como a Amper usaria esse ranking em um projeto real (exemplo prático)
Na prática, a Amper trataria esse ranking como:
Biblioteca de padrões (não de posts)Quais padrões de narrativa e formato estão vencendo por categoria?
Mapa de disputa por atençãoQuem compete com você por atenção, mesmo fora do seu segmento?
Plano de conteúdo seriado + creatorsEm vez de “campanhas”, desenharíamos séries com início, meio e continuidade — e integraríamos creators ao longo da narrativa, não apenas como mídia.
Medição por qualidade de atençãoCom foco em retenção, compartilhamento e conversão assistida, para conectar social a negócio.
FAQ — dúvidas comuns sobre marcas com maior engajamento nas redes sociais em 2025
1) O que significa “Share of Attention” na prática?É uma forma de estimar quanto “espaço mental” a marca ocupa no consumo digital, combinando visualizações, engajamento e volume de conteúdo, e considerando diferentes plataformas e contextos. (propmark)
2) Dá para usar esse ranking como benchmarking, mesmo se minha empresa for B2B?Sim. B2B também compete por atenção (de decisores e influenciadores internos). O que muda é o formato e a régua de valor, mas a lógica de séries, clareza e prova continua.
3) Por que o ranking considera UGC e creators?Porque hoje grande parte da influência e da distribuição acontece fora do perfil oficial. O estudo cruza UGC, conteúdo da marca e campanhas com influenciadores para capturar melhor o comportamento real. (propmark)
4) O que fazer se eu tenho alcance, mas pouco engajamento?Normalmente é um problema de gancho, de clareza do conteúdo ou de proposta de interação. Comece medindo retenção e compartilhamento por 1.000 views e ajuste o formato antes de aumentar investimento.
5) Qual é o erro mais comum ao tentar “copiar” marcas do ranking?Copiar estética e esquecer o motor: cadência, narrativa seriada, comunidade e distribuição via creators/UGC.




Comentários