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McDonald's vai mudar o cardápio por causa do Ozempic, Wegovy e Mounjaro

Mcdonalds saudável

Quem usa Ozempic, Wegovy ou Mounjaro come menos, sente menos fome e passa a escolher os alimentos de forma diferente. Esse comportamento já chegou aos executivos do McDonald's — e a rede estuda mudanças no cardápio para acompanhar esse novo perfil de consumidor.


O CEO da rede foi direto ao ponto: quem usa esses medicamentos quer mais proteína e menos açúcar. E o McDonald's quer estar preparado para atender esse público.



O que está sendo testado no cardápio do McDonald's


Ainda não há nenhum item confirmado oficialmente, mas testes já estão em andamento. Entre as opções que circulam nos bastidores estão frango grelhado em tiras, tortilhas com menos carboidrato e hambúrgueres menores servidos com alface no lugar do pão tradicional.


Ex-chefs da rede e nutricionistas que acompanham o setor apontam para a mesma direção: menos carboidrato, mais proteína e mais gordura boa. É um movimento que reflete o que médicos já orientam para quem está em tratamento com esses medicamentos.


mcdonalds + ozempic


Por que o Ozempic muda o que as pessoas comem


Os medicamentos da classe das GLP-1 — como semaglutida (Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) — reduzem o apetite de forma significativa. Com menos fome, as pessoas comem porções menores e tendem a priorizar alimentos mais nutritivos.


Médicos que acompanham pacientes em uso dessas injeções orientam o consumo elevado de proteína. O motivo é prático: durante o emagrecimento acelerado, o organismo pode perder massa muscular. A proteína ajuda a preservar o músculo enquanto o peso cai.


Isso muda o perfil de quem entra no McDonald's. Um cliente que antes pedia um combo grande hoje pode querer apenas uma fonte de proteína, algo leve e com menos açúcar.



O que isso significa para o fast food


Quando uma das maiores redes de fast food do mundo começa a reformular o cardápio por causa de um medicamento, o sinal é claro: o comportamento alimentar está mudando em escala.


O Ozempic e seus similares não são uma tendência passageira. Com milhões de usuários ao redor do mundo e números crescendo a cada trimestre, esse público representa uma fatia relevante do mercado — inclusive o mercado de alimentação fora de casa.


O McDonald's não é a única rede de olho nesse movimento. Redes de fast food, marcas de alimentos ultraprocessados e grandes varejistas do setor alimentício já discutem internamente como se adaptar a um consumidor que come menos, escolhe melhor e tem mais consciência sobre proteína e carboidrato.



O que esperar nos próximos meses


Nenhuma mudança foi anunciada com data definida. Mas o caminho parece traçado: mais proteína, menos pão, menos açúcar e porções que façam sentido para quem não tem mais tanta fome.


Se o McDonald's confirmar itens com esse perfil, será um marco. Não apenas para a rede, mas para toda a indústria de alimentos — que começa a entender que um remédio pode mudar, de vez, o que as pessoas colocam no prato.

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