Os 10 melhores relatórios de marketing para 2026 e para planejar 2027

O marketing entrou em uma fase em que acompanhar tendências deixou de ser uma atividade de inspiração e passou a ser uma necessidade de gestão.
Inteligência artificial, agentes autônomos, mudanças na busca, fragmentação da atenção, pressão por eficiência, novas jornadas de compra e consumidores mais sensíveis a valor estão redesenhando praticamente todas as disciplinas de marketing.
Para quem lidera uma marca, portanto, a pergunta não é apenas “o que está acontecendo no mercado?”.
A pergunta mais importante é:
“Quais mudanças realmente merecem alterar nossa estratégia para 2027?”
É justamente para responder a isso que os grandes relatórios anuais de marketing são úteis.
Na edição anterior deste artigo, a Amper reuniu alguns dos principais estudos para 2025. Para esta atualização, revisamos o cenário e selecionamos 10 relatórios de marketing publicados ou atualizados para 2026 que podem ajudar empresas a planejar 2027 com mais repertório e menos achismo.
A lista inclui estudos de HubSpot, Kantar, Salesforce, DataReportal, Hootsuite, Adobe, dentsu, McKinsey, Pinterest e Google.
E há uma mudança importante em relação aos anos anteriores: a inteligência artificial deixou de aparecer como uma tendência isolada. Ela agora atravessa praticamente tudo. Busca, produção de conteúdo, segmentação, atendimento, CRM, mídia, comportamento de compra, criatividade e construção de marca já estão sendo reorganizados ao redor da IA.
A seguir, veja os relatórios que vale colocar na sua lista de leitura.
Resposta rápida: quais são os melhores relatórios de marketing para 2026 e 2027?
Para quem quer uma visão executiva, estes são os dez estudos selecionados:
State of Marketing 2026 — HubSpot
Marketing Trends 2026 — Kantar
State of Marketing, 10ª edição — Salesforce
Digital 2026 Global Overview — DataReportal
Social Media Trends 2026 — Hootsuite
Creative Trends 2026 — Adobe
2026 Media Trends — dentsu
State of the Consumer 2026 — McKinsey
Pinterest Predicts 2026 — Pinterest
Marketing Predictions 2026 — Think with Google
Embora sejam materiais de 2026, juntos eles formam uma excelente base para o planejamento estratégico de marketing de 2027, especialmente porque os relatórios específicos de 2027 ainda não foram publicados em grande escala até setembro de 2026.
1. State of Marketing 2026 — HubSpot

O State of Marketing 2026, da HubSpot, é um dos melhores pontos de partida para entender como profissionais de marketing estão reorganizando suas prioridades.
O estudo foi construído a partir das respostas de mais de 1.500 profissionais de marketing B2B e B2C de diferentes mercados. Entre os movimentos destacados estão personalização com inteligência artificial, automação, fortalecimento dos valores de marca, mudanças no SEO e reutilização de conteúdo entre canais.
Um dos dados mais interessantes é justamente a normalização da IA.
Segundo o levantamento, algumas das principais tendências apontadas pelos profissionais são:
uso de IA para criação de conteúdo personalizado;
automação de processos de marketing;
conteúdos que expressem valores de marca;
adaptação do SEO às mudanças nos mecanismos de busca;
reaproveitamento de conteúdo entre diferentes canais.
A leitura para 2027 é clara: usar inteligência artificial já não será suficiente para diferenciar uma empresa.
O diferencial estará na qualidade dos dados, na estratégia, na identidade da marca e na capacidade de usar IA sem transformar comunicação em conteúdo genérico.
O próprio relatório resume essa mudança ao tratar a IA como uma infraestrutura básica do marketing contemporâneo, e não mais como novidade.
Vale ler se você trabalha com: estratégia de marketing, inbound, conteúdo, geração de demanda, IA, automação e performance.
2. Marketing Trends 2026 — Kantar

Para quem trabalha com marca, comportamento e estratégia, o Marketing Trends da Kantar continua sendo uma das leituras mais relevantes.
A edição de 2026 identifica dez movimentos capazes de influenciar o crescimento das marcas.
Entre eles estão:
agentes de IA;
dados sintéticos;
decisões orientadas por IA;
construção de marca em ambientes algorítmicos;
microcomunidades;
novos formatos de interação entre consumidores, marcas e sistemas inteligentes.
Um ponto particularmente importante é o surgimento do que poderíamos chamar de “consumidor não humano”.
A Kantar observa que cerca de 24% dos usuários de IA já utilizam algum tipo de assistente de compras alimentado por inteligência artificial. Com a evolução dos agentes, parte da decisão de compra poderá ser intermediada por sistemas capazes de pesquisar, comparar e recomendar produtos.
Isso muda profundamente o papel do marketing. Durante décadas, marcas disputaram atenção humana. Agora, terão que disputar também legibilidade algorítmica. Ou seja: seus produtos, diferenciais, reputação, especificações e conteúdos precisam ser compreendidos não apenas por pessoas, mas também por modelos de IA.
Esse movimento se conecta diretamente ao avanço do GEO — Generative Engine Optimization. Como já abordamos no Blog da Amper, a nova disputa não acontece apenas pelas primeiras posições do Google. Empresas também precisam se tornar fontes reconhecidas por ferramentas como ChatGPT, Gemini, Perplexity e mecanismos de busca com IA.
Vale ler se você trabalha com: branding, posicionamento, inovação, inteligência de mercado, IA e planejamento estratégico.
3. State of Marketing — 10ª edição, Salesforce

A Salesforce adiciona outra camada fundamental ao debate: dados e relacionamento com clientes.
A décima edição de seu State of Marketing ouviu aproximadamente 4.500 profissionais de marketing ao redor do mundo e mostra a distância existente entre o potencial da IA e a infraestrutura real das organizações.
Um dos dados mais relevantes do estudo é que 83% dos profissionais reconhecem a mudança em direção a interações mais personalizadas e bidirecionais, mas apenas cerca de um quarto demonstra satisfação com a maneira como utiliza os próprios dados para viabilizar essas experiências.
Há outro contraste importante.
A adoção de IA cresce rapidamente, mas grande parte das empresas ainda utiliza tecnologias avançadas para reproduzir uma lógica antiga de comunicação.
Segundo dados divulgados pela Salesforce, 84% dos profissionais admitiram ainda realizar campanhas genéricas, enquanto 69% enfrentam dificuldades para responder rapidamente aos clientes.
Isso antecipa uma questão importante para 2027:
o problema do marketing não será ter IA. Será ter dados, processos e arquitetura capazes de permitir que a IA trabalhe bem.
CRM fragmentado, dados isolados, ausência de integração entre marketing e vendas e segmentação deficiente podem limitar qualquer estratégia de personalização.
Para lideranças, a lição é simples: antes de comprar mais tecnologia, talvez seja necessário organizar melhor a tecnologia que já existe.
Vale ler se você trabalha com: CRM, customer experience, automação, dados, personalização, vendas e inteligência artificial.
4. Digital 2026 Global Overview — DataReportal

Se você precisa de números para apresentações, planejamento de mídia ou estudos de comportamento digital, o Digital 2026 Global Overview Report é praticamente obrigatório.
Produzido pela DataReportal, o relatório reúne centenas de páginas de dados sobre:
acesso à internet;
redes sociais;
dispositivos móveis;
inteligência artificial;
e-commerce;
entretenimento digital;
publicidade;
comportamento online.
A edição de 2026 marcou alguns números simbólicos. O mundo ultrapassou 6 bilhões de usuários de internet, enquanto mais de 1 bilhão de pessoas já utilizavam ferramentas baseadas em IA todos os meses.
O material é especialmente útil porque permite sair da discussão abstrata sobre transformação digital. Em vez de perguntar apenas se determinada plataforma “está crescendo”, gestores conseguem avaliar tamanho de audiência, comportamento, penetração, consumo digital e mudanças de canal.
A DataReportal também publicou uma atualização global no meio de 2026, trazendo dados mais recentes sobre IA, internet, social media, mobile e comércio eletrônico.
Para planejamento de 2027, essa combinação é valiosa. Ela ajuda empresas a separar tendências realmente estruturais de fenômenos que fazem muito barulho, mas ainda têm pouca adoção.
Vale ler se você trabalha com: planejamento, mídia, social media, estratégia digital, comportamento, e-commerce ou apresentações executivas.
5. Social Media Trends 2026 — Hootsuite

As redes sociais continuam mudando rápido — mas o relatório da Hootsuite mostra que a transformação não acontece apenas nas plataformas.
Ela também acontece na cultura.
O Social Media Trends 2026 organiza suas previsões em temas ligados a comportamento, criatividade, inteligência artificial e velocidade de resposta das marcas.
Entre os movimentos analisados estão:
influência da Geração Alpha sobre novas linguagens;
busca por conteúdos associados a equilíbrio e bem-estar;
ressurgimento de estéticas nostálgicas;
crescimento de formatos de microdrama;
fluxos criativos acelerados por IA;
uso de análises de padrões criativos;
maior velocidade para reagir a acontecimentos culturais.
Isso sugere uma mudança importante para 2027.
Durante muito tempo, estratégias de social media foram estruturadas em torno de calendários editoriais rígidos. Essa lógica não desaparece, mas precisa conviver com estruturas mais ágeis.
Marcas precisarão ter pilares consistentes de comunicação e, ao mesmo tempo, capacidade para interpretar rapidamente mudanças culturais e comportamentais.
Em outras palavras: planejamento continuará importante, mas velocidade cultural será uma vantagem competitiva.
Vale ler se você trabalha com: social media, conteúdo, creators, community management e estratégia de marca.
6. Adobe Creative Trends 2026

Enquanto muitos estudos falam sobre tecnologia, mídia e performance, a Adobe observa outra dimensão igualmente importante: como a cultura visual está mudando.
O Creative Trends 2026 foi desenvolvido com dados internos e externos, pesquisas e informações das comunidades da Adobe Creative Cloud.
O relatório organiza suas tendências em quatro grandes territórios criativos:
All the Feels — experiências mais sensoriais;
Connectioneering — criatividade voltada à conexão humana;
Surreal Silliness — uso do absurdo, humor e imaginação;
Local Flavors — valorização de referências culturais locais.
Existe uma aparente contradição bastante interessante nesse movimento.
Quanto mais a inteligência artificial facilita a geração de imagens e conteúdos, maior parece ser a necessidade de marcas criarem algo reconhecivelmente humano, particular e culturalmente relevante.
A Adobe relata ainda que a demanda por conteúdo pode crescer entre 5 e 20 vezes, pressionando equipes criativas a produzir mais sem sacrificar consistência e qualidade.
Isso cria um dos grandes desafios de 2027: escalar criatividade sem transformar identidade de marca em commodity.
A IA resolve parte do problema de produção. Ela não resolve, sozinha, o problema de diferenciação.
Vale ler se você trabalha com: criação, design, branding, publicidade, conteúdo, direção de arte ou IA generativa.
7. Human Truths in the Algorithmic Era — dentsu 2026 Media Trends

O relatório de tendências de mídia da dentsu parte de uma ideia particularmente útil: quanto mais o mercado muda tecnologicamente, mais importante se torna compreender o que permanece constante no comportamento humano.
A edição de 2026 é organizada ao redor de três grandes verdades humanas:
buscamos simplicidade;
somos seres sociais;
prestamos atenção ao que realmente nos interessa.
A partir dessas premissas, o estudo discute temas como:
busca e inteligência artificial agêntica;
comunidades;
experiências presenciais e digitais;
mensuração da atenção;
entretenimento;
audiências geradas por inteligência artificial.
Para quem trabalha com mídia, o relatório ajuda a fugir de uma armadilha comum: confundir inovação tecnológica com estratégia. Nem todo novo formato merece investimento. Nem toda plataforma merece prioridade. E nem todo alcance representa atenção.
Para 2027, uma pergunta provavelmente ganhará ainda mais força dentro das equipes de marketing: não apenas quantas pessoas foram impactadas, mas quanto significado aquela exposição realmente produziu.
Vale ler se você trabalha com: mídia, publicidade, planejamento de comunicação, comportamento e estratégia.
8. State of the Consumer 2026 — McKinsey

Marketing não acontece isoladamente. Inflação, tecnologia, saúde, comportamento, renda e percepção de valor interferem diretamente na forma como consumidores escolhem marcas. É por isso que o State of the Consumer 2026, da McKinsey, merece espaço nesta lista.
O estudo foi construído a partir de uma pesquisa realizada com 4.863 consumidores em cinco mercados, incluindo o Brasil, além de análises da consultoria.
A McKinsey identifica quatro grandes forças:
jornada de compra orientada por tecnologia;
revolução da saúde;
economia da experiência;
consumidor mais engenhoso e consciente de recursos.
O relatório também observa que a influência das marcas se tornou mais dispersa e que a preocupação com valor passou a atravessar diferentes níveis de renda e categorias.
Isso coloca pressão sobre branding e performance ao mesmo tempo.
Uma marca forte continua reduzindo risco percebido e aumentando predisposição.
Mas essa força precisa conviver com consumidores que pesquisam mais, comparam mais, recebem recomendações algorítmicas e encontram novas formas de maximizar seus recursos.
Para 2027, a consequência pode ser significativa: marcas precisarão justificar seu valor com mais clareza. Não apenas comunicar preço. Mas demonstrar por que merecem ser escolhidas.
Vale ler se você trabalha com: estratégia, branding, consumer insights, varejo, bens de consumo e planejamento.
9. Pinterest Predicts 2026

O Pinterest Predicts ocupa um lugar diferente nesta lista. Enquanto vários relatórios analisam o que já está acontecendo, o Pinterest tenta detectar comportamentos antes de eles chegarem ao mainstream.
A plataforma utiliza sinais provenientes de bilhões de buscas e interações para identificar movimentos emergentes.
Segundo o Pinterest, 88% das previsões realizadas pela plataforma nos últimos seis anos se concretizaram.
Para profissionais de marketing, seu valor está menos em copiar uma estética e mais em entender como desejos e referências culturais começam a se formar.
Isso pode ajudar em:
campanhas;
lançamentos;
desenvolvimento de produtos;
direção criativa;
conteúdo;
visual merchandising;
experiências de marca.
Há uma lição importante aqui. Tendências não devem ser utilizadas simplesmente porque estão “na moda”.
A pergunta precisa ser: essa tendência consegue ser interpretada de maneira coerente com nossa marca?
Quando a resposta é não, a tentativa de parecer atual pode ter efeito oposto e produzir comunicação artificial.
Vale ler se você trabalha com: conteúdo, tendências, comportamento, moda, beleza, varejo, branding ou criação.
10. Marketing Predictions 2026 — Think with Google

Fechamos a lista com uma perspectiva importante sobre o futuro próximo.
O Think with Google reuniu líderes da indústria para discutir as mudanças mais relevantes do marketing em 2026.
Uma das conclusões centrais é que, se 2025 foi marcado por experimentação, 2026 passou a ser o ano da integração.
Isso significa abandonar testes de IA completamente desconectados da operação.
Também significa diminuir a separação artificial entre:
marca e performance;
tecnologia e criatividade;
dados e experiência;
conteúdo e distribuição.
O material chama atenção ainda para a evolução de uma web agêntica, na qual sistemas de inteligência artificial podem executar tarefas e até participar de decisões de compra em nome das pessoas.
Esse talvez seja um dos sinais mais importantes para 2027.
A jornada do consumidor deixa de envolver apenas a relação:
pessoa → mecanismo de busca → site → compra.
Ela pode começar a incorporar:
pessoa → agente de IA → conjunto de fontes → recomendação → decisão.
Nesse cenário, confiança, reputação, consistência de informações e autoridade de marca tornam-se ativos ainda mais importantes.
Vale ler se você trabalha com: estratégia, inovação, inteligência artificial, mídia, busca e transformação digital.
O que esses relatórios dizem em conjunto sobre o marketing de 2027?
Analisar relatórios isoladamente gera tendências. Analisá-los em conjunto revela transformações. E algumas aparecem de maneira bastante consistente.
1. IA deixa de ser diferencial e vira infraestrutura
Em 2023 e 2024, usar inteligência artificial chamava atenção.
Em 2026, isso deixou de ser novidade.
HubSpot, Salesforce, Kantar, Adobe, dentsu e Google mostram, cada um sob uma perspectiva diferente, que a discussão avançou.
A pergunta agora não é:
“Sua empresa utiliza IA?”
É:
“Sua empresa construiu processos, dados, governança e diferenciação suficientes para usar IA melhor do que os concorrentes?”
Essa mudança será central em 2027.
2. Marca volta ao centro da estratégia
Parece paradoxal.
Quanto mais tecnologia entra no marketing, mais importantes ficam elementos humanos como:
confiança;
diferenciação;
reputação;
emoção;
consistência;
identidade;
criatividade.
Isso ocorre porque a tecnologia tende a democratizar execução.
Quando praticamente qualquer empresa consegue produzir dezenas de textos, imagens e vídeos com IA, produzir mais deixa de ser uma vantagem competitiva suficiente. O diferencial volta a ser ter algo relevante para dizer.
3. A busca está se transformando em resposta
Outro movimento atravessa vários estudos: a mudança da descoberta digital.
Usuários já não dependem exclusivamente da lista tradicional de links.
Motores de busca, assistentes de IA e agentes estão sintetizando informações e entregando respostas diretamente.
Para marcas, isso aumenta a importância de SEO, AEO e GEO.
A Amper já analisou essa transformação no artigo sobre zero-click search e GEO, mostrando como a disputa por visibilidade passa a incluir a presença da marca dentro das próprias respostas geradas por IA.
O objetivo deixa de ser apenas conquistar cliques.
Também passa a ser ser compreendido, mencionado e citado.
4. Dados continuam sendo o gargalo
O mercado fala muito sobre inteligência artificial.
Mas IA depende de contexto.
E contexto depende de dados.
O relatório da Salesforce é especialmente claro sobre a distância existente entre o desejo de personalizar experiências e a capacidade real das empresas de conectar e utilizar seus dados.
Para muitas organizações, portanto, o projeto mais estratégico de IA para 2027 talvez não seja um novo chatbot.
Pode ser simplesmente:
organizar CRM, taxonomia, analytics, integrações e governança de dados.
5. Atenção continuará escassa
Mais conteúdo será produzido.
Mais anúncios disputarão espaço.
Mais sistemas automatizados criarão mensagens.
Mais creators entrarão em praticamente todos os nichos.
Consequentemente, atenção tende a se tornar ainda mais valiosa.
A resposta não é necessariamente publicar mais.
Pode ser justamente publicar melhor.
Esse é um princípio importante para marcas:
volume gera presença; relevância gera memória.
Como usar esses relatórios no planejamento de marketing de 2027
Não recomendamos simplesmente baixar os dez arquivos e distribuí-los para a equipe. Use-os como instrumentos de decisão. Uma forma simples é organizar um workshop estratégico e responder a cinco perguntas:
Quais tendências aparecem em mais de uma fonte?
Quais têm impacto direto sobre nosso mercado?
Quais já estão alterando o comportamento dos nossos clientes?
Quais exigem mudanças de tecnologia, equipe ou orçamento?
Em quais delas nossa marca pode construir uma vantagem real?
Depois disso, transforme as conclusões em hipóteses estratégicas.
Por exemplo:
Hipótese: nossos compradores começarão a utilizar mais IA para pesquisar fornecedores.
Implicação: precisamos aumentar a presença da marca em conteúdos utilizados por motores de IA.
Ação: estruturar um programa integrado de SEO, autoridade digital, PR, conteúdo e GEO.
Métrica: presença em respostas de IA, crescimento de buscas de marca, tráfego direto, menções e geração de oportunidades.
É assim que relatórios deixam de ser inspiração e passam a funcionar como inteligência estratégica.
De 2026 para 2027: menos previsões, mais capacidade de adaptação
Nenhum relatório consegue prever com exatidão o marketing de 2027.
E talvez essa seja a principal lição desta lista.
O cenário muda rápido demais para que empresas construam estratégias baseadas em certezas rígidas.
O que esses estudos oferecem são sinais.
Sinais sobre comportamento.
Sinais sobre tecnologia.
Sinais sobre mídia.
Sinais sobre criatividade.
Sinais sobre consumidores.
Sinais sobre como a descoberta e a decisão de compra estão mudando.
O papel da liderança não é seguir todos eles.
É descobrir quais sinais importam para o negócio.
Em um ambiente de abundância de ferramentas, conteúdo e inteligência artificial, estratégia significa cada vez mais decidir onde não colocar energia. Por isso, o planejamento de marketing para 2027 precisa combinar três capacidades:
ler o presente, identificar mudanças estruturais e preservar aquilo que torna a marca distintiva.
A tecnologia continuará avançando. Os canais continuarão mudando. Novas plataformas surgirão.
Mas empresas que entendem profundamente seu público, constroem marcas reconhecíveis, organizam seus dados e desenvolvem capacidade de adaptação terão uma vantagem que nenhum relatório anual, sozinho, consegue entregar.
É justamente aí que estratégia, criatividade e inteligência de marketing precisam trabalhar juntas.
FAQ
Quais são os melhores relatórios de marketing para 2026?
Entre os principais relatórios estão State of Marketing da HubSpot, Marketing Trends da Kantar, State of Marketing da Salesforce, Digital 2026 da DataReportal, Social Media Trends da Hootsuite, Adobe Creative Trends e dentsu Media Trends.
Já existem relatórios de tendências de marketing para 2027?
Em setembro de 2026, a maioria dos grandes relatórios globais especificamente dedicados a 2027 ainda não foi publicada. Os estudos de 2026, especialmente aqueles lançados ou atualizados no segundo semestre, são a principal base para o planejamento de 2027.
Quais tendências devem impactar o marketing em 2027?
Os sinais mais consistentes apontam para expansão de agentes de IA, busca generativa, personalização baseada em dados, maior integração entre marca e performance, automação de conteúdo, crescimento da importância de confiança e diferenciação e novas formas de mensurar atenção e visibilidade.
Como a inteligência artificial deve mudar o marketing em 2027?
A IA tende a deixar de ser apenas uma ferramenta de produção para assumir funções em análise, atendimento, pesquisa, personalização, descoberta de produtos e execução de tarefas. O diferencial competitivo estará menos no acesso à IA e mais na qualidade dos dados, processos e estratégia utilizados com ela.
SEO continuará importante em 2027?
Sim. Entretanto, SEO tende a trabalhar cada vez mais integrado a GEO e otimização para mecanismos de resposta. Além de aparecer nos resultados tradicionais, marcas precisarão estruturar conteúdos que possam ser compreendidos, considerados confiáveis e eventualmente citados por mecanismos de inteligência artificial.





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