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Comunicação e Marketing Inteligentes para Negócios na América Latina

Quem é Renan Santos? E o que o marketing político de 2026 revela sobre a disputa presidencial no Brasil

Equipe em reunião em sala moderna neon, ouvindo homem em videoconferência na TV, com laptops e anotações sobre a mesa.


Se 2018 foi a eleição do “viral” e 2022 foi a eleição do “grupo de WhatsApp”, 2026 tende a ser lembrada como a eleição da governança digital: campanhas que parecem startups, com aquisição, retenção, comunidade, dados e compliance jurídico rodando em paralelo.


E é aqui que a pergunta “Quem é Renan Santos?” deixa de ser curiosidade biográfica e vira uma lente estratégica. Porque, goste-se ou não do personagem, Renan está no centro de um movimento que ajudou a profissionalizar três coisas que hoje decidem eleição:


1) audiências proprietárias (lives e comunidades),

2) conversão de atenção em militância e doação,

3) narrativa com cadência diária. (Gazeta do Povo)


O objetivo deste artigo não é fazer campanha para ninguém. É analisar, com olhar de marketing e comunicação, por que determinadas estratégias estão mexendo com a eleição presidencial no Brasil — e o que marcas (e lideranças) podem aprender com isso, especialmente em um ano em que IA e propaganda eleitoral ganharam regras mais rígidas. (Justiça Eleitoral)



Quem é Renan Santos? Uma resposta direta, sem rodeio


Renan Santos é um ativista e empresário que ganhou projeção nacional como um dos fundadores e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL). Nos últimos meses, ele aparece como pré-candidato à Presidência pelo partido Missão e tem atuado com uma lógica típica de creator economy: lives, cortes, base engajada e financiamento distribuído. (Wikipédia)


No ecossistema “oficial” associado à sua imagem, ele é apresentado como líder do Missão, ligado ao projeto programático chamado “Livro Amarelo”, com foco em temas como reindustrialização, segurança pública, educação e gestão. (Quem é Renan Santos?)


Na imprensa, o que aparece como diferencial recorrente é menos “o currículo” e mais o modelo de comunicação: constância, confronto, identidade e um funil que transforma audiência em ação (compartilhar, voluntariar, doar). (Gazeta do Povo)



O “produto político” em 2026 não é um candidato. É um sistema de aquisição + comunidade + reputação


Marketing político moderno não se resume à propaganda. Ele se parece com go-to-market:


  • Aquisição: onde a atenção nasce (TikTok, YouTube, Reels, corte, influenciadores locais).

  • Ativação: o momento em que o eleitor “entra” (segue, entra no grupo, vê a live, salva um conteúdo).

  • Retenção: o que mantém a pessoa no ecossistema (rotina, linguagem, quadros fixos, comunidade).

  • Conversão: do like para o voto — e, antes do voto, para a doação e o voluntariado.

  • Reputação: o colchão de confiança que aguenta crise, ataque e contradição.

Quando a Gazeta do Povo descreve Renan como alguém que mistura análise, cultura pop e lives longas, e que transforma seguidores em militância ativa, ela está, na prática, descrevendo uma operação de funil. (Gazeta do Povo)


E quando o Poder360 mostra o uso de plataforma de doação e o volume de apoiadores, a lógica fica explícita: a campanha começa pelo caixa e pela comunidade, não pelo horário eleitoral. (Poder360)



5 estratégias de marketing político que estão mexendo com a eleição presidencial (e como Renan Santos “encaixa” nesse contexto)



1) A era das “audiências proprietárias”: quem tem comunidade, tem distribuição


O jogo mudou porque o alcance orgânico virou um ativo instável. Plataformas mudam regras, derrubam alcance, alteram recomendações. Por isso, campanhas que constroem canais próprios (grupos, listas, comunidades) operam com vantagem.


Renan Santos é frequentemente associado a um modelo de distribuição que depende de:


  • Lives recorrentes (o “programa” diário)

  • Cortes (microconteúdos que viajam sozinhos)

  • Comunidades (WhatsApp/Telegram como retaguarda de mobilização)


Esse desenho aparece tanto na imprensa quanto nos sites ligados à sua presença digital. (Gazeta do Povo)



O que isso ensina para marcas?


Que performance sem canal próprio é aluguel. Branding com comunidade é patrimônio. (A Amper bate bastante nessa tecla quando fala de equilíbrio entre captura e criação de demanda.) (Amper)



2) Microdoações e “financiamento como narrativa”


Uma mudança silenciosa: doações deixaram de ser só recurso e viraram prova social.


Quando um pré-candidato comemora arrecadação e volume de apoiadores, ele não está apenas dizendo “tenho caixa”. Ele está dizendo: “tenho gente”. (Poder360)


E isso tem efeito psicológico (Cialdini explicaria com “prova social” e “compromisso e coerência”): quem doa tende a defender; quem defende tende a recrutar; quem recruta vira mídia. É um mecanismo de multiplicação.


O ponto estratégico aqui é: campanhas estão aprendendo a vender participação, não só proposta. E a participação é medida por doar, entrar no grupo, ir ao ato, compartilhar corte.



3) Narrativa em cadência diária: a eleição como se fosse uma “série” (não como se fosse um “filme”)


A propaganda tradicional tenta condensar: 30 segundos para explicar um país. O digital faz o contrário: dilui e insiste.


  • Você não precisa convencer hoje.

  • Você precisa aparecer todo dia, com coerência, até virar “referência” dentro de uma bolha.

  • Quando a pessoa tiver dúvida, você já é o default.


A lógica de lives longas e recorrentes citada em perfis jornalísticos sobre Renan Santos é justamente isso: um ecossistema de narrativa contínua. (Gazeta do Povo)


O risco?


Cadência sem governança vira crise em alta definição. O mesmo formato que gera autenticidade também amplifica deslizes — e em 2026 a margem jurídica e reputacional é menor.



4) WhatsApp e microcomunidades: o campo de batalha mais importante é o que não aparece na timeline


Se existe um “subsolo” da eleição brasileira, ele é feito de:


  • grupos pequenos

  • listas de transmissão

  • redes locais

  • recomendações entre iguais


É por isso que WhatsApp segue no centro do debate público sobre campanhas e desinformação — e por isso também aparece em discussões sobre mudanças legislativas e regras eleitorais relacionadas a disparo em massa e automação. (Gazeta do Povo)


Ao mesmo tempo, a Justiça Eleitoral vem apertando o cerco sobre o que pode ou não pode no digital — e a tendência é que campanhas tenham que profissionalizar consentimento, dados e rastreabilidade, especialmente quando há automação e segmentação (o que conversa diretamente com LGPD e com as resoluções do TSE). (Justiça Eleitoral)


Tradução prática: Não basta estar no WhatsApp. É preciso ter arquitetura de comunidade (papéis, regras, onboarding, conteúdo, moderação) e compliance (o que é permitido, o que é risco).



5) IA virou motor… e também virou risco regulatório (o TSE entrou no produto)


Agora o ponto mais “2026” de todos: IA entrou na legislação eleitoral com força.


O TSE publicou regras específicas para o uso de inteligência artificial na campanha, incluindo obrigações de transparência e medidas contra conteúdos falsos/manipulados (como deepfakes), além de restrições temporais em torno da votação. (Justiça Eleitoral)


E isso muda o marketing político por três motivos:


1) Conteúdo agora precisa de “rótulo” (transparência)

Plataformas e responsáveis pela propaganda podem ter obrigações de declarar o uso de IA em impulsionamento e conteúdo. (Justiça Eleitoral)


2) A última milha ficou mais difícil

O TSE decidiu por restrições envolvendo conteúdos produzidos/alterados por IA em janelas críticas perto do voto. (Estado de Minas)


3) Deepfake virou “arma proibida” com punição clara

O Tribunal já vinha se posicionando contra conteúdos falsos gerados por IA e reforçou o tema para o ciclo eleitoral. (Justiça Eleitoral)


Então a grande virada é: Campanhas que usarem IA para ganhar escala terão que fazer isso com governança, transparência e estratégia. Caso contrário, o “motor” vira “processo”.


E isso conecta com o que a Amper vem discutindo sobre a evolução de SEO/visibilidade em ambientes de IA: não é só produzir; é produzir com estrutura, confiabilidade e intenção. (Amper)



Onde Renan Santos se torna um “case” de marketing (independente do resultado eleitoral)


Você pode discordar do projeto. Mas como estudo de comunicação, ele se encaixa em algumas tendências que dominam 2026:


  • Construção de marca pessoal como mídia (lives + cortes)

  • Comunidade como infraestrutura (grupos e canais)

  • Doação como prova social (financiamento distribuído)

  • Narrativa com linguagem própria (identidade forte)

  • Busca por “terceira via” com diferenciação (posicionamento em relação a polos) (VEJA)


E aqui tem um ponto de branding que vale ouro:


Política é disputa de significado. O candidato não vende apenas propostas. Ele vende uma interpretação do país — e um papel para o eleitor dentro dessa interpretação.



O que CMOs e líderes de marca podem aprender com o marketing político de 2026



1) Distribuição é estratégia, não tática


Se o seu crescimento depende de alcance orgânico em plataforma alheia, você está exposto. Campanhas estão construindo canais próprios por necessidade. Marcas deveriam fazer o mesmo (com comunidade, CRM, newsletter, eventos, grupos, creators e conteúdo “sempre ligado”).



2) “Top of mind” nasce de cadência + coerência


Frequência sem consistência vira ruído. Consistência sem frequência vira invisibilidade. Quem ganha é quem equilibra os dois.



3) Conteúdo precisa de governança (a era do “postou, perdeu” acabou)


Em 2026, a régua de risco está mais alta: juridicamente e reputacionalmente. Isso vale na política e vale para marcas.


Uma operação madura exige:


  • manual de linguagem

  • matriz de risco

  • regras claras para IA

  • rastreabilidade de fontes

  • rotinas de revisão e aprovação (sem matar agilidade)



4) IA não é atalho. É multiplicador — para o bem e para o caos


A IA vai acelerar produção, personalização e testes. Mas também acelera erro, desinformação e crise. A diferença é a governança (e, no caso eleitoral, as regras do TSE). (Justiça Eleitoral)



Como a Amper pode ajudar (sem entrar em política partidária)


Aqui entra o papel de uma agência madura: estratégia + execução + governança.

A Amper já discute, no próprio blog, temas como:


  • GEO e visibilidade em ambientes de IA (Amper)

  • IA aplicada a marketing (ferramentas e uso prático) (Amper)

  • equilíbrio entre performance e branding para gerar demanda (Amper)


Agora imagine esse mesmo rigor aplicado a reputação, comunicação de liderança e presença digital — com o cuidado extra que o tema eleitoral exige.

Porque, no fim, o que está mexendo com a eleição é o que sempre mexeu com o mercado:


atenção, confiança, comunidade e narrativa.

Conclusão: a pergunta “Quem é Renan Santos?” é também “o que é uma campanha moderna?”


Renan Santos aparece como um bom “marcador” de época porque carrega características que viraram padrão no marketing político brasileiro: audiência proprietária, cadência diária, mobilização e financiamento distribuído. (Gazeta do Povo)


Mas 2026 adiciona um ingrediente novo: a institucionalização do digital — com regras claras do TSE para IA, transparência e combate a manipulações. (Justiça Eleitoral)


O que decide a eleição (e o mercado) não é só quem fala melhor.


É quem constrói melhor o sistema completo: mensagem + distribuição + comunidade + confiança — dentro das regras do jogo.



FAQ


1) Renan Santos é candidato à Presidência em 2026?


Ele aparece como pré-candidato associado ao partido Missão e vem sendo citado pela imprensa nessa condição, com presença em plataformas de doação e cobertura sobre movimentações de pré-campanha. (Poder360)



2) Quais estratégias de marketing político mais influenciam a eleição de 2026?


Audiências proprietárias (comunidades), conteúdo em cadência diária, microinfluenciadores/vertical vídeo, WhatsApp/Telegram para mobilização, e IA com governança (já que há regras específicas do TSE para o pleito). (Justiça Eleitoral)



3) O que o TSE mudou sobre inteligência artificial nas eleições de 2026?


O Tribunal aprovou alterações e regras que tratam do uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo exigências de transparência/declaração e medidas contra conteúdos falsos/manipulados, com atenção especial ao combate à desinformação. (Justiça Eleitoral)



4) Por que WhatsApp continua decisivo nas campanhas?


Porque é um canal de comunicação direta e comunitária, capaz de mobilizar micro-redes locais rapidamente — e por isso também está no centro das discussões sobre disparo em massa, automação e regras do jogo eleitoral. (Gazeta do Povo)



5) O que empresas podem aprender com marketing político?


Construção de canais próprios, consistência narrativa, comunidade como infraestrutura e governança (reputação + compliance) para operar em ambientes de alta polarização e risco.

1 comentário


Janky Giddy
Janky Giddy
há 39 minutos

Slope 2 is one of the most addictive endless running games I've played recently.

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