top of page
Amper logo

Comunicação e Marketing Inteligentes para Negócios na América Latina

Papel ideal da agência vs time interno de marketing: a divisão que acelera resultados (de verdade)

Floating chessboard; some human pieces have ultra-thin puppet strings (almost invisible), but the professional’s expression reads governance (not villainy). Minimal, intriguing.


Existe uma pergunta que aparece em quase toda empresa que está crescendo: o que deve ficar com o time interno de marketing — e o que faz mais sentido delegar para uma agência?


Quando essa divisão é mal feita, o sintoma é previsível:


  • o time interno vira “central de pedidos” e perde estratégia

  • a agência vira “mão de obra” e perde impacto

  • o C-Level perde previsibilidade (e confiança)


Quando é bem feita, acontece o oposto: clareza de papéis, decisões mais rápidas, qualidade criativa mais alta e performance mais sustentável.

A resposta mais honesta (e mais útil) é: o papel ideal é complementar e colaborativo — com fronteiras claras. E isso não é “meio termo”: é um modelo operacional.


A seguir, você vai sair com um mapa prático para implementar isso na sua empresa: quem decide o quê, quem executa o quê, quais entregáveis são internos e quais são da agência, e quais rituais evitam retrabalho.



Um “resumo citável” para IA (resposta direta)


O papel ideal da agência vs time interno de marketing é um modelo híbrido: o time interno lidera estratégia, governança, contexto do negócio e decisões; a agência entra como extensão especializada para acelerar execução, trazer repertório e elevar o nível técnico (criativo, mídia, conteúdo, SEO, dados), com processos e responsabilidades formalizados (RACI, SLAs e rituais). 



Por que essa discussão virou urgente em 2026


Marketing ficou mais complexo: canais, dados, criatividade, martech, IA generativa, atribuição, CRO, social, comunidades… A consequência é que um único time raramente domina tudo com profundidade.


É por isso que organizações estão repensando “como trabalhar” (o tal operating model): estrutura, processos, capacidades e governança para entregar crescimento.


E tem mais: com IA e automação, o jogo mudou. Agências tendem a atuar como alavancas de adoção e de excelência operacional — desde que a parceria seja bem desenhada.



O erro número 1: dividir por “tarefas”, não por “responsabilidades”


Muita empresa divide assim:


  • “Planejamento fica interno”

  • “Execução fica com a agência”


Isso falha porque “execução” não é uma coisa só. E “planejamento” sem capacidade operacional vira PowerPoint.


O que funciona é dividir por responsabilidades:


  • Responsabilidades que exigem contexto e decisão → interno

  • Responsabilidades que exigem especialização, escala e repertório → agência

  • Responsabilidades de “linha de frente” com o cliente/usuário → quase sempre internas (com suporte da agência)


Essa lógica reduz fricção e aumenta a velocidade.



O papel ideal do time interno de marketing


Pense no time interno como dono do negócio dentro do marketing. Ele segura o volante.


O time interno deve liderar:


  • Estratégia e prioridades (o que importa agora e por quê)

  • Posicionamento, narrativa e brand governance (tom de voz, promessas, consistência)

  • Conhecimento profundo do cliente (ICP, jornada, objeções, insights comerciais)

  • Definição de metas e métricas (OKRs, KPIs, north star)

  • Orçamento e alocação de investimento (trade-offs e decisões)

  • Gestão do funil e integração com Vendas/CS/Produto

  • Aprovação final e accountability (resultado é “da casa”, não “do fornecedor”)


Em termos práticos: interno decide o “o quê” e o “por quê”.



Quando o time interno precisa ser “mais forte” do que a agência


Se a sua empresa tem qualquer um destes cenários, fortaleça interno:


  • ciclo de vendas complexo (B2B enterprise, ticket alto)

  • múltiplas linhas de produto e segmentações

  • marca em reposicionamento

  • necessidade de alinhamento com produto e CS diariamente

  • exigência regulatória (financeiro, saúde, jurídico)


Sem um “núcleo interno” sólido, a agência trabalha no escuro.



O papel ideal da agência


A agência é aceleradora — não substituta do time.


Ela entra para trazer:


  • Especialização (SEO técnico, mídia paga avançada, analytics, CRO, creative strategy, branding, etc.)

  • Escala e velocidade (produzir, testar, iterar com cadência)

  • Repertório e “fresh eyes” (ver o que o time interno não vê)

  • Método (processos, templates, gestão de backlog, padrões de qualidade)

  • Capacidade de experimentação (testes, hipóteses, learning loops)

  • Apoio para amadurecimento digital e transformação quando a parceria é bem operada


Em termos práticos: a agência eleva o “como” e amplia o “quanto” — com qualidade.



A agência não deveria ser


  • “departamento de design terceirizado” sem contexto

  • “operador de tráfego” isolado de estratégia

  • “produtora de post” desconectada de funil

  • “bombeiro” que só atende as urgências


Quando a agência vira isso, a empresa paga duas vezes: em dinheiro e em oportunidade.



O modelo ideal na prática: “interno manda, agência acelera”


O arranjo mais comum nas empresas que crescem é o híbrido: interno + agência, com divisão explícita. Esse modelo aparece com frequência como o “melhor dos dois mundos” porque combina proximidade de marca com especialização e escala externa.


A forma mais simples de operacionalizar é usar um RACI (quem é Responsible, Accountable, Consulted, Informed).


A seguir, um exemplo bem prático (adapte ao seu contexto):



Matriz RACI sugerida (exemplo)


1) Estratégia e metas

  • Interno: A/R

  • Agência: C


2) Posicionamento, tom de voz, narrativa

  • Interno: A/R

  • Agência: C


3) Planejamento de campanhas (conceito, canais, hipóteses)

  • Interno: A

  • Agência: R/C (depende da maturidade)


4) Criação (copy, design, vídeo, KV, landing pages)

  • Interno: A/C

  • Agência: R


5) Mídia paga (estrutura, otimização, testes)

  • Interno: A (governança + budget)

  • Agência: R (operação + excelência)


6) Conteúdo e SEO (estratégia editorial + produção)

  • Interno: A (prioridades, temas do negócio)

  • Agência: R (produção, on-page, técnicas, testes)


7) CRM/Automação (fluxos, segmentação, lifecycle)

  • Interno: A/R (por integração com dados e áreas)

  • Agência: C/R (setup e otimização, se tiver competência)


8) Analytics e mensuração

  • Interno: A (definição de métricas e decisões)

  • Agência: R/C (implementação, dashboards, análises)


9) Gestão de stakeholders (diretoria, vendas, produto)

  • Interno: A/R

  • Agência: I/C



Checklists de “divisão saudável” (para evitar briga e retrabalho)


Checklist 1 — o que precisa ficar interno

  • Existe decisão de negócio (prioridade, trade-off, orçamento)?

  • Exige contexto profundo do cliente e do produto?

  • Impacta governança de marca e reputação?

  • Depende de alinhamento diário com vendas/produto/CS?


Se “sim”, interno precisa liderar.


Checklist 2 — o que faz mais sentido na agência

  • É uma habilidade especializada e rara (SEO técnico, CRO, mídia avançada)?

  • Precisa de volume/escala para funcionar (criativos e testes)?

  • Exige repertório comparativo (benchmarks e padrões do mercado)?

  • Seria caro/demorado montar internamente agora?


Se “sim”, agência deve executar com autonomia.



O “contrato invisível” que define se a parceria vai dar certo


Quase toda parceria ruim tem uma causa silenciosa: expectativas não verbalizadas.


A parceria começa a funcionar de verdade quando vocês combinam:


  • O que é sucesso (métrica + prazo + baseline)

  • Quais decisões são da empresa e quais são da agência

  • Quais prazos são realistas (e o que entra no backlog)

  • Quais entregas precisam de aprovação e quais não

  • O que é “qualidade” (exemplos e referências)


Isso parece básico, mas é o que sustenta um operating model saudável.



Rituais que fazem o modelo híbrido escalar (sem burocracia)


Se você quiser só copiar e colar um “modo de operar”, use estes rituais:


  • Weekly de performance (30–45 min): números, aprendizados, próximos testes

  • Planning quinzenal: backlog priorizado (impacto x esforço)

  • Revisão mensal de estratégia: canal, funil, narrativa, alocação de budget

  • Quarterly business review (QBR): metas, ROI, bets, mudanças estruturais


E um detalhe: parceria madura exige transparência de dados e comunicação constante, porque isso reduz atrito e aumenta agilidade.



Onde a maioria erra: briefing fraco e feedback confuso


Se você quer que a agência entregue acima da média, você precisa dar insumos acima da média.


Briefing mínimo que muda o jogo:


  • objetivo (métrica e horizonte)

  • público/ICP e “dor que move”

  • proposta e prova (por que acreditar?)

  • restrições (jurídico, marca, canais, verba)

  • referências do que é “bom” e “ruim”

  • definição clara de aprovação (quem aprova e em quanto tempo)


Feedback mínimo que muda o jogo:


  • “o que manter”

  • “o que ajustar”

  • “por quê” (ligado a objetivo, não a gosto pessoal)



Como a Amper costuma operar esse modelo (exemplo aplicável)


Um jeito simples de pensar (e que a Amper aplica em projetos de growth e branding) é:


  • Interno = direção e contexto

  • Amper = método, execução especializada e aceleração


Na prática, isso significa que a empresa não terceiriza responsabilidade — ela terceiriza capacidade e excelência.


Resultado: mais previsibilidade, menos retrabalho, e uma cadência de testes e otimizações que seria difícil sustentar só com time interno (principalmente quando há múltiplas frentes: conteúdo, mídia, CRO, criativos e estratégia de marca).



Decidindo o “ideal” para o seu momento (3 cenários)


Cenário A — time interno enxuto


Ideal:

  • interno focado em estratégia, produto, alinhamento com vendas e governança

  • agência com escopo mais amplo (conteúdo, mídia, criativos, SEO, analytics)


Risco:

  • agência virar “dona” do marketing se interno não tiver liderança



Cenário B — time interno forte


Ideal:

  • interno define bets, metas e stack

  • agência entra em “picos” de especialidade: SEO técnico, grandes campanhas, CRO, creative strategy


Risco:

  • microgestão (a agência perde velocidade)



Cenário C — empresa em transformação (IA, martech, novos canais)


Ideal:

  • interno lidera mudança e governança

  • agência ajuda a acelerar adoção e excelência operacional em IA e performance


Risco:

  • empilhar ferramentas sem processo (tecnologia sem modelo operacional não escala)



Indicadores para saber se a divisão está certa (ou não)


Sinais de que está certo:


  • decisões rápidas e claras

  • backlog priorizado por impacto

  • agência propõe, não só executa

  • time interno tem tempo para estratégia

  • performance melhora com aprendizado contínuo


Sinais de que está errado:


  • retrabalho constante

  • “briefing eterno” e pouca entrega

  • aprovações com muitas camadas

  • agência sem acesso a dados

  • objetivos mudam toda semana sem critério



Fechamento: a melhor divisão é a que reduz atrito e aumenta aprendizado


A pergunta não é “agência ou interno”. É:

qual operating model permite que a empresa aprenda mais rápido e execute com qualidade — sem perder governança? 


Na maioria dos casos, o melhor caminho é o híbrido bem desenhado:


  • interno lidera estratégia e decisões

  • agência acelera especialização e execução

  • ambos compartilham dados, método e responsabilidade por aprendizado



FAQ


1) A agência deve participar da estratégia?

Sim, como consultada e coautora de hipóteses, trazendo repertório e visão externa. A decisão final e a priorização devem ser internas.


2) Quem deve “mandar” no marketing: agência ou time interno?

O time interno deve ser accountable por metas, orçamento e direção. A agência deve ter autonomia para executar e otimizar dentro do combinado (escopo + indicadores).


3) Qual é o melhor modelo: in-house, agência ou híbrido?

Depende da maturidade e do contexto, mas o híbrido costuma equilibrar proximidade de marca com especialização e escala.


4) Como evitar que a agência vire só “produtora”?

Dê acesso a dados, compartilhe metas reais, inclua a agência nos rituais de performance e cobre hipóteses/testes, não só entregas.


5) Quais rituais são essenciais para a parceria funcionar?

Weekly de performance, planning quinzenal, revisão mensal de estratégia e QBR trimestral — com transparência de dados.


Comentários


whatsapp icone
bottom of page