Benchmark de Marketing Digital no Brasil 2026: o que os dados revelam sobre o futuro das marcas brasileiras
- Amper Energia Humana

- 16 de jun.
- 9 min de leitura

O marketing digital brasileiro nunca teve tantos canais, ferramentas, dados e possibilidades. Ainda assim, a sensação de muitos líderes é a mesma: está mais difícil decidir onde investir, como medir retorno e o que realmente gera crescimento.
Essa contradição resume o cenário atual.
De um lado, o investimento em publicidade digital segue crescendo. O Benchmark Amper de Marketing Digital no Brasil 2026 aponta que o mercado movimentou R$ 42,7 bilhões em mídia digital no Brasil em 2025, com alta de 12,7% em relação a 2024. De outro, 71% das empresas não alcançaram suas metas de marketing em 2024, segundo os dados reunidos no relatório.

Ou seja: o problema não é falta de canais. É falta de clareza.
É nesse contexto que a Amper desenvolveu o Benchmark de Marketing Digital no Brasil 2026, um relatório proprietário criado para ajudar empresas, lideranças de marketing e times de comunicação a compararem seus investimentos, canais, métricas e nível de maturidade com referências reais de mercado.
Mais do que um levantamento de números, o material funciona como um guia estratégico para responder a uma pergunta cada vez mais urgente: como crescer com consistência em um ambiente onde mídia está mais cara, a IA está mudando a busca e a atenção do consumidor está mais fragmentada?
O que é o Benchmark Amper de Marketing Digital no Brasil 2026
O Benchmark Amper de Marketing Digital no Brasil 2026 é um relatório proprietário que reúne dados de mercado, tendências, análises estratégicas e um framework de maturidade para orientar decisões de marketing.
O estudo cruza referências de fontes como IAB Brasil, Kantar Ibope, RD Station, Gartner, McKinsey, Similarweb, SparkToro, DataReportal e estudos de eficácia de mídia de Les Binet e Peter Field. A proposta é oferecer uma visão prática sobre quanto as empresas investem, quais canais usam, quais desafios enfrentam e quais tendências devem orientar as decisões dos próximos anos.
Na prática, o benchmark ajuda empresas a responderem perguntas como:
• Meu investimento está concentrado demais em mídia paga?
• Minha marca depende de leads frios para crescer?
• Meu conteúdo educa a decisão ou apenas ocupa calendário?
• Meu SEO responde dúvidas reais da audiência?
• Meu time mede indicadores estratégicos ou métricas de vaidade?
• Minha empresa tem diferenciação clara e mensurável?
Essas perguntas são importantes porque marketing deixou de ser apenas uma disputa por visibilidade. Hoje, marcas precisam disputar atenção, confiança, preferência, dados e presença nas respostas geradas por IA.
Por que benchmarks são importantes para decisões de marketing
Um benchmark de marketing digital é uma análise comparativa. Ele permite que uma empresa deixe de avaliar sua performance apenas contra o próprio histórico e passe a compará-la com referências externas de mercado.
Isso muda a qualidade da decisão.
Quando uma empresa olha apenas para seus próprios números, ela pode se acostumar com resultados medianos. Um CAC alto pode parecer normal. Uma taxa de conversão baixa pode parecer inevitável. Uma dependência excessiva de mídia paga pode parecer parte natural do crescimento.
Mas, quando esses números são colocados em perspectiva, fica mais fácil identificar gargalos.
O próprio relatório da Amper diferencia três formatos que muitas vezes são confundidos:
Pesquisa coleta dados.
Relatório organiza e interpreta os achados.
Benchmark compara dados com padrões de mercado.
É por isso que um benchmark tende a ser mais útil para líderes de marketing: ele não apenas informa, mas ajuda a decidir.
O mercado digital brasileiro em 2026: maior, mais competitivo e mais caro
O Brasil segue como um dos mercados digitais mais relevantes do mundo. Segundo o Benchmark Amper 2026, o país conta com 183 milhões de brasileiros conectados à internet, o equivalente a 86,2% da população. Além disso, há 144 milhões de identidades ativas em redes sociais, representando 67,8% da população.

Esse volume cria uma oportunidade enorme para marcas. Mas também aumenta a competição.
O investimento em mídia digital chegou a R$ 42,7 bilhões em 2025, consolidando o digital como eixo central da comunicação no Brasil. Entre os formatos, o vídeo lidera com 49% do investimento, enquanto canais como retail media e DOOH aparecem como frentes em crescimento.
A leitura estratégica é clara: estar no digital já não diferencia nenhuma marca. O que diferencia é como a marca usa o digital para construir demanda, autoridade e preferência.
A Amper resume bem essa mudança no relatório:
“O marketing que cresce não é o que segue todas as tendências. É o que interpreta dados, define prioridades e constrói uma marca lembrada, buscada e escolhida.”
O principal problema dos decisores: decidir no escuro
O Benchmark Amper 2026 parte de uma dor comum entre diretores, gerentes e founders: a maioria das decisões de marketing ainda nasce de três fontes frágeis.
Histórico interno.
Pressão comercial.
Tendências soltas do mercado.
Essas três fontes não são necessariamente ruins, mas são insuficientes quando usadas isoladamente.
O histórico interno mostra o que aconteceu, mas não necessariamente o que deveria acontecer. A pressão comercial aponta urgências, mas nem sempre prioridades estratégicas. Já as tendências de mercado podem inspirar, mas também gerar dispersão quando não passam por um filtro de negócio.
O resultado aparece nos dados: mesmo com mais tecnologia, automação, canais e ferramentas, 71% das empresas não bateram suas metas de marketing em 2024.
Isso indica que o desafio não é apenas operacional. Acaba sendo também estratégico.
Empresas não precisam apenas publicar mais, anunciar mais ou testar mais ferramentas. Elas precisam construir um sistema de marketing capaz de conectar posicionamento, canais, conteúdo, mídia, vendas, dados e performance.
Mídia paga, branding e performance: o equilíbrio que define crescimento sustentável
Um dos pontos mais relevantes do Benchmark Amper 2026 é a discussão sobre concentração de verba.
Segundo o relatório, a mídia paga representa 30,6% do orçamento de marketing, enquanto os canais digitais somam 61,1% do mix, o maior patamar da série analisada.
Isso mostra a força da mídia paga, mas também acende um alerta.
Quando uma empresa depende exclusivamente de mídia paga para crescer, ela compra tráfego. Quando combina mídia, marca, conteúdo e autoridade, ela constrói demanda.
A diferença é profunda.
Mídia paga gera velocidade. Branding gera memória. Conteúdo gera confiança. SEO gera demanda orgânica. CRM gera relacionamento. Social media gera presença e conversa.
O erro está em cobrar a mesma métrica de todos os canais.
Não faz sentido exigir conversão imediata de uma ação de branding. Também não faz sentido esperar construção de preferência de uma campanha puramente transacional de performance.
Por isso, o relatório reforça a importância de equilibrar marca e performance. A referência apresentada no benchmark, baseada nos estudos de Les Binet e Peter Field para o IPA, sugere uma proporção aproximada de 60% em branding e 40% em performance para crescimento sustentável de longo prazo.
A síntese prática é simples: performance entrega o resultado de hoje; branding reduz o custo de aquisição de amanhã.
Os 7 maiores desafios de marketing no Brasil
Ao cruzar dados de mercado e leitura estratégica, o Benchmark Amper 2026 identifica sete grandes desafios recorrentes nas empresas brasileiras.
1. Gerar leads qualificados
O problema não é apenas gerar leads. É gerar leads com aderência real ao ICP, intenção de compra e potencial de receita.
2. Reduzir o CAC
Com a inflação da mídia e a dependência de canais pagos, cada real precisa ser alocado com mais inteligência.
3. Medir o ROI
Sem atribuição confiável, o marketing vira uma área defendida por percepção. E tudo que é defendido apenas por percepção fica vulnerável a cortes.
4. Integrar marketing e vendas
Segundo o benchmark, apenas 18% das empresas consideram satisfatória a integração entre marketing e vendas, e 57% sequer têm um SLA definido.
5. Produzir conteúdo com consistência
Publicar com frequência não é o mesmo que construir autoridade. Conteúdo precisa educar, diferenciar e responder dúvidas reais.
6. Diferenciar a marca
Awareness é uma meta importante, mas precisa ser acompanhado por métricas como share of search, preferência e lembrança.
7. Usar IA de forma estratégica
A adoção da IA é alta, mas muitas empresas ainda estão presas a testes isolados, sem integração real aos processos de marketing, vendas e atendimento.
A leitura da Amper é direta: os três primeiros desafios — leads qualificados, CAC e ROI — nascem do mesmo problema central: falta de previsibilidade.
A Matriz Amper de Maturidade em Marketing
Um dos diferenciais do relatório é a Matriz Amper de Maturidade em Marketing, um framework proprietário que organiza empresas em quatro níveis.
Operacional
A empresa executa ações soltas, sem estratégia clara. O risco é a baixa previsibilidade.
Tático
A empresa usa canais digitais, mas ainda depende demais de mídia paga. O próximo passo é integrar dados.
Estratégico
A empresa mede performance e começa a tomar decisões com base em indicadores. O desafio passa a ser escalar.
Avançado
A empresa integra marca, dados, vendas, funil, posicionamento e inteligência. O risco deixa de ser falta de ação e passa a ser complexidade operacional.
Essa matriz é especialmente útil porque tira a discussão do campo subjetivo.
Em vez de perguntar “nosso marketing está bom?”, a empresa passa a perguntar:
em que estágio de maturidade estamos e qual é o próximo avanço necessário?
Essa mudança de pergunta melhora a decisão. E, em marketing, a qualidade da pergunta costuma determinar a qualidade da estratégia.
IA, GEO e o futuro da descoberta
O Benchmark Amper 2026 também dedica uma seção importante à IA generativa e ao GEO — Generative Engine Optimization.
A adoção de IA já é realidade: segundo os dados reunidos no relatório, 78% das organizações usam IA em ao menos uma função, com marketing e vendas entre as áreas líderes. Além disso, 92% das empresas planejam investir em IA generativa nos próximos três anos.
Mas a adoção ainda não significa maturidade.
Muitas empresas usam IA para acelerar tarefas, mas poucas redesenham processos, governança, fluxos de trabalho e tomada de decisão.
Outro ponto crítico é a mudança na busca.
Segundo o Benchmark Amper, após as respostas de IA no Google, as buscas sem clique saltaram de cerca de 56% para 69%, reduzindo o tráfego externo gerado pelas pesquisas.
Isso muda o jogo para SEO.
Antes, o objetivo principal era ranquear e conquistar o clique. Agora, as marcas também precisam ser citadas, mencionadas e usadas como fonte dentro das respostas geradas por IA.
É aqui que entra o GEO.
GEO é a otimização de conteúdo para ser usado como referência por mecanismos generativos, com respostas diretas, dados estruturados, fontes confiáveis e autoridade.
Para marcas, isso significa que conteúdo não pode ser apenas publicável. Ele:
precisa ser citável.
Precisa ter dados.
Precisa ter clareza.
Precisa responder perguntas objetivas.
Precisa demonstrar autoridade.
Precisa ser estruturado para que humanos e máquinas entendam.
Como usar o Benchmark Amper 2026 na prática
O relatório não foi criado apenas para leitura. Ele foi pensado para apoiar decisões.
Uma empresa pode usar o benchmark para revisar sua estratégia em pelo menos cinco frentes.
1. Diagnóstico de canais
Avaliar se a verba está concentrada demais em mídia paga ou se há equilíbrio entre aquisição, conteúdo, SEO, CRM e marca.
2. Revisão de métricas
Separar métricas de vaidade de indicadores críticos, como CAC, LTV, ROI, taxa de conversão, tráfego qualificado, leads qualificados e receita influenciada por marketing.
3. Avaliação de maturidade
Identificar se a empresa opera em nível operacional, tático, estratégico ou avançado na Matriz Amper.
4. Planejamento de conteúdo
Verificar se os conteúdos respondem dúvidas reais da audiência, sustentam decisões de compra e têm potencial de citação por terceiros.
5. Integração entre marketing e vendas
Revisar SLA, definição de lead qualificado, atribuição, passagem de oportunidade e alinhamento com receita.
O benchmark também traz um checklist de maturidade com perguntas sobre posicionamento, personas, ICP, conteúdo, CAC, LTV, ROI, SLA, SEO, dados, relatórios e produção de conteúdo citável.
Por que a Amper criou este benchmark
A Amper desenvolveu o Benchmark de Marketing Digital no Brasil 2026 para oferecer ao mercado uma referência prática, estratégica e atualizada sobre marketing digital, maturidade e crescimento.
O objetivo é ajudar marcas a saírem do achismo e avançarem para uma lógica de decisão baseada em dados, contexto e inteligência.
No próprio relatório, a Amper apresenta sua visão de atuação:
estratégia, criatividade e performance caminham juntas para ajudar marcas a crescerem com clareza, consistência e inteligência.
Essa combinação é cada vez mais necessária.
Estratégia sem criatividade se torna um plano genérico.
Criatividade sem performance se torna uma campanha bonita, mas difícil de defender.
Performance sem trabalho de marca se torna dependência de mídia e disputa por preço.
O crescimento sustentável nasce da integração entre esses três pilares.
Conclusão: o marketing que cresce é o marketing que compara, aprende e decide melhor
O Benchmark Amper de Marketing Digital no Brasil 2026 mostra que o mercado brasileiro está mais digital, mais competitivo e mais pressionado por resultado.
Mas também mostra uma oportunidade.
Empresas que souberem comparar seus dados, equilibrar marca e performance, integrar marketing e vendas, usar IA com governança e produzir conteúdo com autoridade terão vantagem competitiva nos próximos anos.
O futuro do marketing não será vencido por quem publica mais, anuncia mais ou segue todas as tendências.
Será vencido por quem entende melhor o contexto, escolhe melhor as prioridades e constrói uma marca lembrada, buscada, citada e escolhida.
FAQ
O que é o Benchmark Amper de Marketing Digital no Brasil 2026?
É um relatório proprietário da Amper que reúne dados, tendências e análises sobre investimentos, canais, métricas, maturidade e desafios do marketing digital brasileiro.
Para quem o benchmark foi criado?
O material foi desenvolvido para C-levels, founders, diretores, gerentes de marketing e profissionais que precisam tomar decisões mais estratégicas sobre crescimento, mídia, conteúdo, marca e performance.
Quais dados aparecem no benchmark?
O relatório reúne dados sobre investimento em mídia digital, uso da internet e redes sociais no Brasil, desafios de marketing, orçamento, IA, GEO, buscas sem clique e maturidade das empresas.
O que é a Matriz Amper de Maturidade em Marketing?
É um framework proprietário que classifica empresas em quatro níveis de maturidade: operacional, tático, estratégico e avançado. A matriz ajuda a identificar riscos e próximos passos para evolução.
Por que GEO é importante para marcas em 2026?
Porque a busca está migrando do clique para a resposta. Com IA generativa, marcas precisam produzir conteúdos claros, confiáveis e estruturados para serem citadas como fonte por mecanismos generativos.




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