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IA na saúde: como consumidores estão usando ChatGPT e outros chatbots para tomar decisões sobre saúde

há 10 minutos
12 min de leitura
Mulher em café urbano, olhando celular, com ícones holográficos neon de saúde ao redor e luzes rosa e azuis ao fundo.


A inteligência artificial já não é apenas uma tecnologia que hospitais, laboratórios e healthtechs estão tentando implementar. Ela chegou primeiro às mãos dos pacientes.


Uma pesquisa da Rock Health com 8.000 adultos dos Estados Unidos mostra que 32% dos entrevistados já recorreram a chatbots de inteligência artificial para obter informações de saúde. Um ano antes, eram 16%. Em outras palavras: em apenas um ano, a proporção dobrou.


Entre quem já utiliza IA para questões de saúde, 64% afirmam fazer isso semanalmente ou com frequência ainda maior.

O fenômeno muda algo importante na relação entre pessoas, informação e serviços de saúde. Antes de marcar uma consulta, receber um diagnóstico ou conversar com um médico, uma parcela crescente dos consumidores já passou por uma conversa com alguma inteligência artificial.

Eles chegam com perguntas formuladas.


Possíveis diagnósticos.

Tratamentos pesquisados.

Dúvidas sobre medicamentos.

E, em alguns casos, até decisões parcialmente formadas.


Os dados vêm da 11ª edição da Consumer Adoption of Digital Health Survey, realizada pela Rock Health entre 1º e 23 de dezembro de 2025. Foram entrevistados 8.000 adultos norte-americanos com amostra ajustada a características do Censo dos Estados Unidos.


A principal conclusão é menos sobre tecnologia e mais sobre comportamento:

a IA está se tornando uma nova porta de entrada para a jornada de saúde.


E isso tem implicações para consumidores, médicos, hospitais, laboratórios, operadoras, healthtechs e marcas que atuam no setor.



Como as pessoas estão usando IA para saúde?


Segundo a pesquisa da Rock Health, 32% dos adultos entrevistados já utilizaram chatbots de IA para buscar informações relacionadas à saúde.


Entre esses usuários, as utilizações mais frequentes incluem:


  • pesquisar opções de tratamento após um diagnóstico: 59%;

  • buscar um possível diagnóstico a partir de sintomas: 56%;

  • obter informações sobre medicamentos ou efeitos colaterais: 55%.


Além disso, 81% dos usuários disseram ter realizado pelo menos uma ação após interagir com uma IA, como pesquisar outras fontes, consultar um profissional de saúde ou mudar algum comportamento. Esses dados sugerem que a IA deixou de funcionar apenas como ferramenta de consulta. Ela começa a participar do processo de decisão.



1 em cada 3 consumidores pesquisados já utilizou IA para informações de saúde


O dado mais importante do estudo da Rock Health é simples:

32% dos entrevistados afirmaram já ter recorrido a um chatbot de IA para obter informações sobre saúde.

Na pesquisa anterior, essa parcela era de 16%. A adoção, portanto, dobrou em um ano. Ferramentas tradicionais, como mecanismos de busca e sites especializados em saúde, continuam mais difundidas. Mas o ritmo de crescimento da IA chama atenção.


Isso acontece porque uma conversa com um chatbot reduz várias barreiras presentes na busca tradicional. O usuário não precisa necessariamente conhecer o termo médico correto.


Pode simplesmente escrever:

"Estou com dor de cabeça, febre e dor no corpo. O que pode ser?"


Ou:

"Quais são os efeitos colaterais desse medicamento?"


Ou ainda:

"Recebi esse resultado no meu exame. O que ele significa?"


A consulta deixa de ser construída como palavra-chave e passa a funcionar como conversa. Para o consumidor, isso representa uma mudança importante na experiência de acesso à informação.



Por que as pessoas estão usando ChatGPT para falar sobre saúde?


A pesquisa não aponta apenas crescimento no uso da IA. Ela mostra também uma preferência clara por ferramentas generalistas. Entre as pessoas que já haviam utilizado IA para informações de saúde, quase três quartos disseram ter recorrido ao ChatGPT. Isso correspondeu a 23% de toda a amostra pesquisada.


Em comparação, apenas 5% dos participantes utilizaram chatbots oferecidos por prestadores de serviços de saúde e 4% utilizaram soluções fornecidas por operadoras.


Há uma explicação comportamental importante aqui. O consumidor não necessariamente espera que uma instituição de saúde lhe entregue uma ferramenta de IA. Ele utiliza a ferramenta que já está disponível. É a mesma lógica que aconteceu anteriormente com mecanismos de busca. Quando alguém queria entender um sintoma, muitas vezes não entrava primeiro no site de um hospital. Ia ao Google.


Agora, parte dessa jornada começa dentro de uma interface conversacional.

O chatbot está disponível 24 horas por dia, permite perguntas adicionais, adapta a explicação ao contexto fornecido pelo usuário e pode transformar termos complexos em linguagem mais simples.


Essa conveniência ajuda a explicar por que ferramentas originalmente generalistas estão sendo incorporadas às rotinas de saúde.



O que as pessoas perguntam para a IA sobre saúde?


A pesquisa revela que os usuários não limitam suas perguntas a temas simples de bem-estar. Eles utilizam a IA em diferentes etapas da jornada de cuidado.


Entre quem já recorreu a chatbots para assuntos de saúde, 59% pesquisaram opções de tratamento relacionadas a um diagnóstico. Outros 56% utilizaram a tecnologia para buscar possíveis diagnósticos a partir de sintomas.

E 55% pesquisaram informações sobre medicamentos ou possíveis efeitos colaterais.


Consultas administrativas também aparecem. Quase um terço dos usuários já utilizou chatbots para necessidades como busca por profissionais de saúde ou questões relacionadas a seguros. A implicação é relevante.


Para o usuário, as fronteiras entre informação médica, navegação no sistema de saúde e tomada de decisão não são necessariamente tão claras quanto são para as empresas do setor.


A pessoa simplesmente tem um problema. E pergunta à mesma interface.



A IA está substituindo médicos?


Os dados da Rock Health não sustentam a conclusão de que os consumidores estejam simplesmente substituindo profissionais de saúde por inteligência artificial.


O comportamento parece ser mais complementar do que substitutivo.

Após conversar com uma IA, 42% dos usuários afirmaram procurar informações adicionais online ou em outras fontes.


Ao mesmo tempo, 40% disseram ter consultado um médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde depois da interação.


Isso significa que, para uma parcela relevante dos consumidores, a IA funciona como uma etapa anterior ou intermediária da jornada.


Um fluxo possível passa a ser:

dúvida → IA → aprofundamento → profissional de saúde.


Em vez de:

dúvida → busca → vários sites → interpretação → profissional de saúde.

A diferença está na compressão da jornada.


A IA pode reunir explicação, comparação, contextualização e orientação para próximos passos dentro de uma única conversa. Isso não transforma automaticamente o chatbot em substituto de um profissional. Mas transforma a maneira como o consumidor chega até ele.



O paciente chega à consulta cada vez mais informado pela IA


Durante décadas, profissionais da saúde ocuparam uma posição central na distribuição de conhecimento médico. A internet começou a mudar essa relação. A inteligência artificial pode acelerá-la. Um paciente pode chegar a uma consulta depois de ter perguntado a uma IA:


  • quais doenças estão associadas aos sintomas;

  • quais exames normalmente são solicitados;

  • quais tratamentos existem;

  • quais medicamentos são utilizados;

  • quais perguntas deveria fazer ao médico.


Isso muda a dinâmica da consulta. O profissional continua tendo conhecimento clínico, contexto e responsabilidades que um chatbot não possui.

Mas pode receber um paciente que já construiu hipóteses antes de entrar no consultório.


A própria Rock Health aponta que o papel do profissional pode progressivamente incluir ainda mais interpretação, validação e contextualização das informações encontradas previamente pelos pacientes.


Para organizações de saúde, isso exige uma mudança de comunicação.

O paciente não chega "do zero".

Ele chega depois de pesquisar.

E, cada vez mais, depois de conversar com uma máquina.



Quem mais utiliza inteligência artificial para saúde?


A adoção não acontece na mesma intensidade entre todas as gerações.


Na pesquisa:


48% dos Millennials disseram já ter utilizado um chatbot para informações de saúde.


Entre a Geração Z, foram 45%.


O percentual cai para:


  • 25% entre a Geração X;

  • 12% entre Baby Boomers;

  • 7% entre integrantes da Silent Generation.


A diferença geracional é expressiva. Mas talvez ainda mais interessante seja o fato de que a pesquisa não identificou diferenças significativas de adoção associadas à renda ou escolaridade. Isso diferencia a IA de outras tecnologias de saúde digital.


Wearables, por exemplo, exigem a compra de um equipamento. Muitos chatbots, por outro lado, possuem versões gratuitas e podem ser utilizados imediatamente por qualquer pessoa com acesso à internet. O custo de experimentação é muito menor.



O usuário de IA também é um consumidor mais ativo em relação à própria saúde


Um dos achados mais interessantes da pesquisa aparece quando se compara quem utiliza IA com quem não utiliza. Os usuários de IA demonstram um comportamento mais intenso de acompanhamento da própria saúde.

Entre eles:


43% acompanham o sono, contra 28% entre não usuários de IA.

41% monitoram atividade física, contra 32%.

40% acompanham alimentação, contra 28%.

35% monitoram estresse, contra 22%.


Em média, usuários de IA acompanham quatro métricas de saúde, contra três entre não usuários.


A Rock Health descreve esse grupo como semelhante a uma categoria de "superusuários" de saúde: pessoas que consomem mais serviços, produzem mais dados e acompanham mais aspectos da própria rotina.


Existe aqui um ciclo interessante. Quanto mais dados uma pessoa possui sobre sono, atividade física, alimentação, exames ou outros indicadores, mais informações ela pode fornecer a uma IA. Quanto mais contexto a IA recebe, mais personalizada parece ser a resposta. Quanto mais útil parece ser a resposta, maior pode ser o incentivo para continuar coletando dados.


Para empresas de saúde digital, esse ciclo merece atenção.



As pessoas confiam nas respostas de IA sobre saúde?


Confiança e uso não são a mesma coisa. Mesmo entre usuários de inteligência artificial, os profissionais de saúde continuam sendo uma das principais referências.


Segundo a Rock Health, 85% dos usuários de IA e 88% dos não usuários disseram confiar em informações fornecidas por profissionais de saúde. Mas os usuários de IA demonstram confiança muito maior em fontes digitais.


Entre eles, 56% afirmaram confiar em chatbots de IA para informações de saúde. Entre quem não utiliza IA, esse número foi de apenas 15%.


O mesmo padrão aparece em aplicativos de saúde e redes sociais. O comportamento parece menos relacionado a abandonar fontes tradicionais e mais a ampliar o número de fontes consideradas durante a decisão. Isso cria uma nova questão estratégica para empresas do setor: como participar dessa rede de fontes confiáveis?



O grande desafio: IA pode responder com segurança a perguntas médicas?


A rápida adoção não elimina os riscos. A Rock Health destaca pesquisas e testes que questionam aspectos como precisão clínica, recomendações de triagem, segurança para usuários vulneráveis e comportamento dos modelos diante de situações delicadas.


Há também um problema estrutural. Uma ferramenta pode produzir uma resposta linguisticamente convincente mesmo quando existe incerteza.

Em saúde, essa característica exige cuidado especial.


Além disso, a qualidade da resposta depende do contexto fornecido. Um profissional pode considerar histórico familiar, exames anteriores, medicamentos utilizados, idade, sintomas, duração do quadro e outros elementos clínicos. Uma IA só conhece aquilo que recebe durante a interação ou aquilo a que possui acesso autorizado.


Por isso, respostas geradas por inteligência artificial não devem ser confundidas automaticamente com diagnóstico clínico. Para marcas de saúde, transparência sobre esses limites não reduz confiança. Pode fortalecê-la.



O que as pessoas fazem depois de receber uma resposta da IA?


Talvez o dado mais estratégico de toda a pesquisa seja este:

81% dos usuários disseram ter tomado alguma ação relevante depois de conversar com uma IA sobre saúde.

As ações incluem:

  • buscar outras informações: 42%;

  • consultar um profissional de saúde: 40%;

  • experimentar um novo comportamento relacionado à saúde: 32%;

  • alterar medicamentos: 18%.


O último número merece atenção particular. Alterações de medicação envolvem risco e devem ser tratadas com orientação adequada de profissionais de saúde.

Mas, do ponto de vista comportamental, todos esses números demonstram algo importante: a resposta gerada pela IA pode influenciar o próximo passo da jornada.


Estamos deixando um modelo de busca baseado exclusivamente em descoberta de informação e entrando em um modelo de assistência à decisão.



De search engine para answer engine: o que muda para marcas de saúde?


Durante anos, a estratégia digital de empresas esteve baseada em uma lógica relativamente previsível.

O consumidor pesquisava uma pergunta no Google.

Encontrava uma lista de resultados.

Clicava em um site.

Lia o conteúdo.

Decidia o que fazer.

Com mecanismos generativos, parte desse fluxo passa a acontecer antes do clique.

O usuário pergunta.

A IA consulta ou sintetiza diferentes fontes.

Produz uma resposta.

E pode mencionar algumas delas.


Para empresas, isso cria uma nova competição. Não basta apenas disputar a primeira página de resultados. É necessário produzir conteúdos que possam ser entendidos, recuperados e utilizados como evidência por sistemas de inteligência artificial.


É nesse contexto que entra o GEO — Generative Engine Optimization. Na prática, SEO e GEO não precisam ser tratados como estratégias concorrentes. O próprio Google afirma que as práticas fundamentais de SEO continuam relevantes para suas experiências generativas e recomenda conteúdo original, útil, confiável, acessível aos rastreadores e com dados estruturados coerentes com aquilo que aparece na página.


A Amper já abordou essa evolução no conteúdo sobre GEO e como preparar conteúdos para respostas de IA, mostrando como a descoberta da informação está migrando de uma lógica exclusivamente baseada em rankings para ambientes de respostas generativas.



Como empresas de saúde podem aumentar a chance de serem citadas por uma IA?


Nenhuma técnica garante que ChatGPT, Google, Gemini, Perplexity ou outro sistema citará determinada página. Mas algumas práticas tornam um conteúdo mais fácil de interpretar e utilizar como fonte.


1. Responda perguntas concretas


Em vez de produzir apenas um texto genérico chamado "Inteligência artificial na saúde", responda questões como:


Como as pessoas utilizam ChatGPT para saúde?

Quantas pessoas usam IA para pesquisar sintomas?

A IA está substituindo médicos?

Quais gerações mais usam IA para saúde?

As pessoas confiam em chatbots para informações médicas?


Essas perguntas se aproximam da maneira natural como usuários conversam com sistemas generativos.



2. Coloque a resposta perto da pergunta


Uma IA precisa conseguir extrair uma afirmação com pouco esforço interpretativo.


Por exemplo:

Pergunta: quantas pessoas já usam IA para questões de saúde?


Resposta:

Na pesquisa da Rock Health realizada em dezembro de 2025 com 8.000 adultos norte-americanos, 32% disseram já ter utilizado chatbots para obter informações de saúde.


A resposta contém dado, fonte, período e população.

Isso a torna muito mais útil do que simplesmente escrever:

"Cada vez mais pessoas estão usando IA."



3. Cite a fonte original


Quanto mais importante o dado, mais relevante é deixar clara sua origem.

Neste artigo, os percentuais são atribuídos à Rock Health e à metodologia da pesquisa. Isso é especialmente importante em saúde, um tema em que confiabilidade e autoridade possuem peso elevado.



4. Diferencie dado de interpretação


"32% utilizaram IA" é um dado da pesquisa.

"A IA está se tornando uma nova porta de entrada para a jornada de saúde" é uma interpretação dos efeitos desse comportamento.

Os dois podem coexistir. Mas não devem ser confundidos.



5. Adicione autoria e revisão especializada quando necessário


Conteúdos sobre saúde têm impacto potencial sobre decisões importantes.

Quando um material entra em temas clínicos, contar com profissionais qualificados na autoria ou revisão aumenta a transparência e a confiabilidade da página. O Google também recomenda deixar claras informações sobre quem produziu o conteúdo e quais são suas credenciais.



O que esse movimento significa para hospitais, healthtechs e empresas de saúde?


A inteligência artificial cria uma nova camada entre intenção e ação.

Isso significa que empresas de saúde precisam pensar além da pergunta:

"Como aparecer quando alguém pesquisa minha marca?"


Uma pergunta mais relevante passa a ser:

"Nossa organização produz informação suficientemente útil e confiável para ser considerada quando uma IA responde às dúvidas do nosso público?"


Essa mudança afeta diferentes áreas.


Para marketing, significa desenvolver conteúdo orientado por perguntas e necessidades reais.


Para branding, significa construir autoridade também por meio de informação verificável.


Para experiência do cliente, significa preparar jornadas para consumidores que já chegam mais informados.


Para produto, significa considerar interfaces conversacionais como parte da experiência.


Para comunicação, significa aceitar que parte da percepção da marca poderá ser mediada por uma inteligência artificial.


A disputa não acontece apenas por atenção. Acontece por relevância como fonte.



A IA não elimina a necessidade de autoridade. Ela aumenta essa necessidade.


Quanto mais fácil se torna produzir uma resposta, mais valiosa se torna a capacidade de provar por que determinada informação merece confiança.

Esse princípio provavelmente será central na próxima fase da internet.


Existirão milhões de respostas.

O diferencial estará na evidência.

Pesquisa original.

Especialistas identificáveis.

Metodologia transparente.

Dados atualizados.

Experiência real.

Fontes primárias.


Informação que outra página não consegue simplesmente reproduzir.

É por isso que a transformação causada pela IA não torna a estratégia de conteúdo menos importante.


Ela torna conteúdo genérico menos defensável.


Para marcas, a oportunidade está em passar de produtoras de artigos para produtoras de conhecimento reconhecível.


Na Amper, enxergamos GEO exatamente sob essa perspectiva: não como uma técnica para "enganar a IA", mas como uma evolução da estratégia de conteúdo orientada a autoridade, clareza, semântica e utilidade.



O futuro da busca por informações de saúde será conversacional


Os dados da Rock Health retratam consumidores norte-americanos e não devem ser automaticamente extrapolados para a população brasileira. Ainda assim, o comportamento observado merece atenção global.


Um terço dos entrevistados já recorreu a chatbots para informações de saúde.

Entre Millennials e Geração Z, a adoção está próxima da metade da população pesquisada. E quatro em cada cinco usuários dizem tomar alguma atitude após essas conversas.


Estamos diante de uma mudança de interface. A internet ensinou pessoas a pesquisar. Os smartphones tornaram a pesquisa permanente. Agora, a inteligência artificial está transformando pesquisa em diálogo.


Para empresas, o desafio é garantir que suas informações continuem participando desse diálogo.


Porque, em uma internet cada vez mais mediada por inteligência artificial, ser encontrado continuará importante — mas ser considerado uma fonte pode valer ainda mais.




FAQ: inteligência artificial e saúde


Quantas pessoas usam ChatGPT ou outras IAs para informações de saúde?

Na pesquisa Consumer Adoption of Digital Health Survey da Rock Health, realizada em dezembro de 2025 com 8.000 adultos dos Estados Unidos, 32% dos entrevistados disseram já ter utilizado chatbots de IA para informações relacionadas à saúde. No levantamento anterior, esse percentual era de 16%.


Para que as pessoas usam inteligência artificial na saúde?

Entre os usuários pesquisados pela Rock Health, 59% utilizaram IA para pesquisar tratamentos relacionados a um diagnóstico, 56% para investigar possíveis diagnósticos com base em sintomas e 55% para obter informações sobre medicamentos ou efeitos colaterais.


ChatGPT está substituindo médicos?

Os dados da pesquisa não indicam uma substituição simples. Após utilizar uma IA, 40% dos usuários afirmaram consultar um profissional de saúde e 42% buscaram informações adicionais em outras fontes. A IA parece funcionar também como etapa complementar da jornada de informação e cuidado.


Qual geração mais utiliza IA para saúde?

Na pesquisa da Rock Health, Millennials apresentaram a maior adoção, com 48%, seguidos pela Geração Z, com 45%. O uso foi de 25% na Geração X, 12% entre Baby Boomers e 7% na Silent Generation.


As pessoas tomam decisões depois de conversar com uma IA sobre saúde?

Sim. A Rock Health informa que 81% dos usuários realizaram pelo menos uma ação relevante depois de interagir com um chatbot, incluindo buscar mais informações, consultar profissionais ou mudar comportamentos. Como decisões clínicas podem envolver riscos, informações geradas por IA não devem ser tratadas automaticamente como substitutas da orientação profissional.

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