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Comunicação e Marketing Inteligentes para Negócios na América Latina

Nem todo mundo sabe, mas o Atacadão foi o cliente que inaugurou a Amper

Por Ricardo Migliani


Naquela época havia apenas 12 lojas na rede, hoje são mais de 200, como dizia o Diretor de Marketing “estrategicamente instaladas pelo país”.

Nós atendemos a conta por longos 12 anos, sobrevivendo inclusive após a venda para o Carrefour. Quando a Amper saiu, já eram mais de 100 lojas.

Me arriscaria a dizer que essa conta ainda estaria aqui até hoje, porque na verdade, nós não a perdemos. Fui eu mesmo que num movimento arriscado, aceitei participar de uma concorrência do maior rival, a rede Assaí Atacadista.

Por uma questão ética, informei ao Atacadão que aceitaria o convite da concorrência, afinal, a proposta financeira poderia ser melhor ou o projeto interessante, além disso, o Atacadão não exigia da Amper qualquer exclusividade, na verdade, nós nem tínhamos contrato.

Foram 12 anos com eles pedindo job por job e negociando a cada peça, a cada campanha e a cada entrega, acho que fazia parte da cultura de varejo raiz.

Mesmo assim, o cliente se “ofendeu” e rompeu com a gente. No fim das contas, a gente não ganhou a conta do Assaí, perdeu o Atacadão e isso causou uma sequência de acontecimentos que vão ficar para as nossas próximas conversas.

Sem mágoas, eu continuo amigo do pessoal de lá até hoje. Tem gente que ainda está no Atacadão, tem gente que saiu.

Me lembrei agora, que uma das analistas de marketing que trabalhava conosco na época, a Marly Yamamoto, me chamou para conversar em particular, porque havia recebido um convite do Assaí, mas estava com medo e queria uma opinião, um conselho de um amigo e alguém que fosse um colega de trabalho, mas não “de dentro”, é claro.


Eu a incentivei, comprei um livro para ela sobre coragem e escrevi uma carta de incentivo, que ela já me disse que ainda tem guardada. Hoje, ela é a atual Diretora de Marketing da rede.

Essa conta tem muita história, desde a curiosidade que o pessoal de Rondonópolis achava que o dono do Atacadão era o ator Stênio Garcia, nosso garoto propaganda da época, até o dia que o Milton Neves me “esculachou” num ensaio fotográfico. Acho que consigo escrever páginas e páginas sobre eles. Mas, 12 anos de história realmente não cabem em uma lauda, fica para a próxima.



 
 
 

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